Posts Tagged ‘Respeito’

Queer é uma “palavra-ônibus” (a que pode aceitar sentidos diversos). Uma gíria inglesa que aceita significados como estranho, ridículo, excêntrico, raro, bizarro…

“Queerismo” são manifestações de indivíduos que, no uso de sua liberdade, optam pelo movimento queer.

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Nosso Rio Grande do Sul e o Brasil foram surpreendidos nos últimos dias pelo “Queermuseu, Cartografia da Diferença na Arte Brasileira”, promovida pela Instituição Santander.

O mundo museu é fantástico, mas convém lembrarmos que tal Cartografia da Instituição continha uma amostra com apologias à pedofilia (contato íntimo adulto/criança), zoofilia (relação sexual com animais) e vilipêndio (trato com desprezo a circunstâncias).

Ficou evidente uma cartografia blasfema (que insulta uma Divindade, religião ou o sagrado), como pudemos constatar em bizarrices anexadas a artes e materiais sacros.

O “queerismo” surge apoiado por um eufemismo (minimização do rude, feio ou vulgar) conveniente, constituindo-se no mais novo escolho (perigo) de um País já afundado em tantos.

Quando falamos de “eufemismo conveniente” afirmamos que produtores e apresentadores de programas o utilizam recorrentemente, com intuito de faturamento:

Os bons moços e moças se utilizam, no ar, desse “verniz social”; mas será que o quer dentro de suas casas?

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Gente, criança não namora! É preciso dar um basta na sexualização infantil; isso é uma precipitação em roubar-lhes a inocência.

Se fizermos apologias à pedofilia, zoofilia e vilipêndios diversos estaremos “pecando” contra a “Regra de Ouro”, que prevê tolerância, respeito, reciprocidade:

É por estarmos em falta com estes três postulados que nossa transição Planetária está marcando passos e famílias, sociedade, País e o Mundo estão em confronto e desconforto.

Em 7 de janeiro de 2015, Paris colhia um saldo de 20 mortos e 11 feridos no massacre do Charlie Hebdo, um jornal satírico que debochava do Papa a Maomé: de um lado desrespeito; do outro intolerância.

Enquanto a Instituição Santander cancela sua Cartografia (acuada pelo MP), partidários do “queerismo” ou não queerismo entram em combate do lado de fora. Ou, o incitamento, de qualquer forma, foi proposto…

(Pelotas – RS, 16 de setembro; inverno de 2017).

“Capacete é indumentária de luta, esforço, defensiva.” (Emmanuel).

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O que têm a ver esperança e salvação com luta, esforço, defensiva? Qual sua co-relação?

Salvação é uma aspiração: ‘desejamos’ nos salvar! Embora outros nutram tal expectativa a nosso respeito, só nós sustentamos tal desejo.

Mas, tal qual a fé, a esperança precisa de acólitos: está, então, alavancada pela luta, esforço e defensiva:

Luta e esforço pressupõem vigiar, que é a parte mais prática do “vigiai e orai.” Lutamos e nos esforçamos com serviço, tolerância e respeito a nós e ao próximo.

Defensiva, a parte mais teórica; o “orai.” Se vigiar nos blinda contra más influências, oração e contemplação completam nossa imunização.

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Não há Agente externo de salvação; há um Roteiro: nós nos salvamos!

A Boa Nova do Mestre é o roteiro. Este não nos salva, se não o desejarmos. Possuímos a esperança; mas esta precisa de suporte:

A caridade (respeitar, tolerar, servir), apresenta-se como suporte da fé e da esperança. Ela é o capacete que nos dá segurança e autentica nossa evolução; contém os imperativos da salvação.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, Cap. 94, Capacete da esperança; 1ª edição da FEB) – (Outono de 2017).

gentileza“Apresentemos ao Senhor as nossas oferendas e sacrifícios em cotas abençoadas de amor ao próximo, adorando-o, no altar do coração, e prossigamos no trabalho que nos cabe realizar.” (Emmanuel).

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Precisamos, outrora, em eras pagãs ou cristãs, de santuários grandiosos, entendendo neles, melhor agradar a Deus.

Precisamos que eles tivessem altares em mármore, ouro, ou madeira nobre, pensando melhor cultuar nossa Divindade.

Precisamos, para exteriorizar nossa fé, depositar sobre eles, oferendas palpáveis, visíveis ou mensuráveis.

Nossos ‘pais’ na antiguidade assim o faziam; herdamos-lhes tais circunstâncias e rituais.

O Divino Rabi chega, entretanto, e nos observa que “o sacrifício mais agradável a Deus” estaria numa série de compromissos para com os irmãos: dita-nos a Regra de Ouro “fazei aos homens tudo o que desejais eles vos façam”, que subentende respeitar, tolerar e servir, para que com ela nos aproximássemos do amor do Pai que está nos Céus. Ou, que o amor a Deus seria verdadeiro, se amássemos (realmente) nossos irmãos.

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Reconhecemos que sacrifícios, altares e templos do passado, não foram em vão; tinham propósitos àquela época, mas…

… Erigirmos hoje o templo de nosso Espírito (nossa evolução); aparelhá-lo com o altar do coração; e neste colocarmos o sacrifício de nosso serviço, já faz parte da era nova que ora vivemos. O que ficou para trás, possivelmente, sejam museus, lembranças e histórias de um tempo que saíamos do mais para o menos pagão.

Nossa piedade, assim, deixa de ser mero ato exterior. Piedade ou impiedade é medida pela disponibilidade do altar de nosso coração…

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, Cap. 93, Altar íntimo; 1ª edição da FEB) – (Outono de 2017).

Closeup on young beautiful smiling couple.

Entendamos sobrenome, como o de família; alcunha é, normalmente, depreciativo; e apelido é o cognome não necessariamente depreciativo.

Amar pressupõe sempre despendermos uma quantidade, direção e intenção de energias. Não variando a quantidade de energia despendida, será possível que a direção e a intenção classifiquem nosso amor com sobrenome, apelido ou alcunha:

Amor avareza – Diz respeito ao mau gerenciamento de bens materiais que nos é dado administrarmos: se nosso automóvel não for um utilitário; se nossa casa for ‘só’ casa e não for o lar que acolhe, educa e regenera; se nossa alimentação não tiver frugalidade adequada; se nosso vestir e calçar for só exibicionismo; se nosso ter se sobrepuser ao ser… energias gastas nesse amor terão a alcunha de avareza.

Amor egoísmo – Nada de material nos pertence; tudo é empréstimo: quando fazemos do material o centro de nossas atenções e consumo de energias, nosso amor recebe o cognome depreciativo de egoísmo. Entenderemos, dessa forma, que todo o nosso material é o melhor, quando o ideal seria que todos, com o ‘seu’ material, formassem cooperativa a serviço de todos.

Amor inveja – Uma grande concentração de amor no que temos e – mais grave – no que não temos, no que os outros têm e gostaríamos de ter. Evolução, esforços, e capacidades diferentes; vocação para administrar quantidades e valores diferentes: é o que defende a meritocracia. Se não entendemos isso, passamos a administrar um amor sob a alcunha de inveja.

Paulo de Tarso, ao ilustrar esta reflexão nos afirma que “o amor deve crescer, cada vez mais, no conhecimento e no discernimento, a fim de que o aprendiz possa aprovar as coisas que são excelentes.” (Filipenses 1:9). Ou, só conhecimento (informação, notícia) e discernimento (critério no diferenciar coisas, fatos, circunstâncias) irão nos conduzir ao amor excelente. Vejamos:

Enquanto só amarmos a beleza, o nome e o patrimônio de nosso cônjuge, (ou de outros conviventes) esse amor, de apelido ou alcunha cobiça, interesse, vaidade, se esvairá ainda nesta vida, pois beleza ‘enfeia’; nome em sociedade séria não é suporte; e patrimônio acaba. Nenhum dos três estabelece laços duradouros. Estamos então perante o vulgo amor querer, desejar.

Já o amor servir (sobrenome verdadeiro), aproxima-se da excelência, porque prevê conhecimento e discernimento: conhecemos a Lei, mormente a Regra de Ouro; temos informações de causa e efeito, de reencarnação; pressupomos débitos; diferenciamos patamares evolutivos; e já entendemos coisas, fatos e circunstâncias como educativas. Dessa forma estaremos aptos a respeitar, tolerar e configurar nosso amor como forma de serviço.

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Indivíduos a respeitar, tolerar e servir, não estão distantes de nós: normalmente dormem conosco; ou vivem sob nosso teto!

“Tão somente com o ‘querer’ é possível desfigurar, impensadamente, os mais belos quadros da vida.” (Emmanuel). Ou ‘desfiguramos’ nosso material, cônjuge, familiares e a nós mesmos!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, Cap. 91, Problemas do amor; 1ª edição da FEB) – (Outono de 2017).

feixeAutomóveis mais pesados possuem em sua suspensão traseira um feixe de molas. São molas tipo lâminas que irão contornar os impactos das imperfeições de rodovias de maneira que a carroçaria não fique prejudicada com os açoites de uma carga…

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Ao abordamos o tema sociedade, – doutrinariamente Lei de Sociedade – e para melhor entendê-la, somos forçados a examinar como anda nosso “feixe de molas”, ou o conjunto de virtudes que deve compor nosso caráter o qual irá facilitar nosso dia a dia na difícil e imperfeita rodovia que é nossa sociedade: respeito, tolerância, doçura, humildade, cooperação, solidariedade, simpatia, discrição, agradabilidade, simplicidade, ética, esforço… comporão esse feixe e dele dependeremos para bem ou mal viver em sociedade; para realizarmos ou não todos os aprendizados necessários; e verificarmos, finalmente, que com ou sem o feixe de molas ‘em dia’ a vida em sociedade nunca será fácil.

Dessa forma, somos obrigados a fazer-nos três perguntas importantes com relação à vida em sociedade: Viver em sociedade é bom? É necessário? É fácil? Naturalmente que tudo, é lógico, dependerá de nosso feixe de molas:

Controvertidamente alguns dirão que viver em sociedade é muito bom e outros afirmarão ser extremamente ruim. Nos primeiros veremos uma ‘suspensão’ em dia, pois todos os predicados exigidos a uma convivência fraterna lhes fazem já parte do caráter; são pessoas totalmente cooperativas, comprometidas com “o que um não faz o outro faz”; relevam patamares diferenciados; respeitam, apreciam e aprendem com opiniões diversas; a humildade e a doçura lhes fazem costado, são afáveis no trato. Os que afirmam ser muito ruim, ainda não estão comprometidos com nada disso; possuem uma ‘suspensão’ totalmente avariada; falta-lhes o feixe de molas que os primeiros já possuem.

Porém todos – ao menos os de sã consciência – afirmarão que viver em sociedade é necessário. Somente ela, e não o isolamento nos fará crescer e melhorar os itens de nossa ‘suspensão’: será em sociedade que veremos os bons e maus procedimentos; os que desejaremos incorporar aos nossos Espíritos individuais e os que desejaremos evitar. Adquiriremos a compreensão de que apesar de uma evolução individualizada precisaremos das alavancas dos irmãos de um mesmo grupo familiar; de um mesmo grupo de trabalho remunerado ou não; de pessoas que nos escorem nas dores e que vibrem conosco em horas de regozijo. Quantos e belos momentos de solidariedade e de fraternidade são escondidos por nossas mídias! Se divulgados, veríamos que nem tudo está perdido e nossos cidadãos compreenderiam a necessidade e a importância de uma sociedade equilibrada…

Quanto ao fácil, por enquanto ainda não será! Porque ainda em nosso Planeta, o bom e o belo e a vontade do aprendizado – ou sua necessidade – ainda estão distantes das características de um Orbe de provas e expiações. Das grandes multidões nas quais poderemos viver, até o menor núcleo familiar, muitas vezes representado apenas pelo casal, as dificuldades serão enormes. E tais dificuldades sempre serão diretamente proporcionais ao nosso feixe de molas: se ajustado e ‘azeitado’ tais dificuldades serão amortizadas. Mas, se corroído e oxidado pelos vícios atrelados ao orgulho, ainda normal em nosso planetazinho, é lógico que nada se tornará fácil em nossa sociedade.

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“… Deus fez o homem para viver em sociedade. Não lhe deu inutilmente a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação1.” Na “vida de relação”, aplicação ou exercitamento de nossas faculdades expomos diariamente todo o equilíbrio ou toda a fragilidade de nosso feixe de molas. Em sociedade pomos à prova sua resistência. Recolher nosso utilitário ao ‘sossego’ do isolamento, ou à garagem do bem estar, será condenar seu conjunto – corpo e alma – à oxidação, pois “no insulamento ele se embrutece e [enfraquece]2.”

Bibliografia:

  1. Kardec, Allan, O Livro dos Espíritos, tradução de Guillon Ribeiro, 71ª edição da FEB, em sua questão 766; e
  2. Idem, questão 768.

(Na orla do Cassino, conversando com Maria de Fátima sobre sociedade; verão de 2017).

10382879_697440906995635_4226782544613314301_nPedro Leopoldo, Minas Gerais, Brasil, 8 de março de 1940 – Um grupo de médiuns, entre os quais Francisco cândido Xavier, pertencentes ao Grupo Espírita Luís Gonzaga, questionam a Entidade Emmanuel sobre qual dos aspectos, científico, filosófico e religioso seria o maior. O resultado que chega à data supra mencionada é a obra O Consolador1, que com suas 411 questões, é um luzeiro ao Brasil e ao mundo…

Paris, França, 7 de janeiro de 2015 – Dois atentados simultâneos e orquestrados resultam num massacre, por parte de extremistas islâmicos, deixando na capital francesa um saldo agregado de 20 mortos e 11 feridos, entre as partes.

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Qual a co-relação entre estes dois episódios, acontecidos com um intervalo de três quartos de século? Aparentemente, diríamos que nenhum, se não examinássemos a resposta à questão 292 de sua terceira parte, aspecto religioso, e abordando o conceito de religiões: “… Na inquietação que lhes caracteriza a existência na Terra, os homens se dividiram em numerosas religiões, como se a fé pudesse ter fronteiras, à semelhança das pátrias materiais (…). Dessa falsa interpretação têm nascido no mundo as lutas anti fraternais e as dissensões religiosas de todos os tempos. 2

Embora não estejamos aqui para falar de política, mas sobre religião/religiosidade, é-nos imperioso acreditar que tais ‘efeitos’ islâmicos sejam mais de ordem política do que religiosa. Ou que sejam mais aspectos sociais do que religiosidade.

A França possui a maior concentração islâmica dos países da Europa; tal população ocupa os subúrbios das cidades francesas, ou suas partes menos aprazíveis, como se ser muçulmano e ocidental seja contraditório. Acredita-se que um em cada vinte habitantes, seja muçulmano e pratique o islamismo. O restante está divido entre católicos – 81% – e outras religiões.

Logo após as comoções e o sepultamento de seus queridos e atendimento aos feridos gravemente, França e as demais nações preocupam-se em rever seus planos de prevenção antiterrorista. Não lhes é importante, entretanto, meditar sobre e rever questões de respeito e tolerância, itens que amenizariam efeitos de sabidas causas. Enquanto a tolerância relevaria os equívocos alheios, o respeito preveria a consideração às tradições e convicções dos povos.

Longe de tomarmos o partido ‘A’ ou ‘B’, convém lembrarmos que Charlie Hebdo, o jornal satírico francês debochava, na forma de caricaturas, de tudo e de todos; do papa a Maomé!

É muita clara a Regra de Ouro ou Ética da Reciprocidade, na formulação de seus postulados. Também são sinópticas tais máximas, apresentando paridades de formulação de Abraão (judaísmo), passando por Jesus (cristianismo) e chegando a Maomé (islamismo):

Respectivamente, postulariam estas crenças: “O que é odioso para ti, não o faças ao próximo. Esta é toda lei, o resto é comentário”; “Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles”; e “Nenhum de nós é um crente até que deseje a seu irmão aquilo que deseja para si mesmo.”

Imaginemos todos os Profetas de antes da Manjedoura; da manjedoura ao Gólgota; e pós Gólgota, todos eles sob os auspícios do Divino Governador. Entre eles estariam Abraão, Jesus e Maomé, certamente lamentando o episódio recente, e na praça francesa, tremulariam faixas não com as expressões “Je suis Charlie”, mas, muito provavelmente, “Je suis la fraternité!”- eu sou a fraternidade!

Reiteramos mais uma vez, não estamos aqui falando como franceses ou muçulmanos, mas com a dor e o lamento de ambos, como cidadãos do mundo e como cristãos; e como tal acreditamos que o único aval para a liberdade e a igualdade seja a fraternidade, ou o perfeito enquadramento dos povos dentro da ética da reciprocidade, que é a regra que o Cristo ditou aos antigos e novos Profetas.

A fraternidade liberta e assemelha nossos Espíritos!

Muito atual e profética a colocação de Emmanuel, de 75 anos atrás. Própria de Espíritos Superiores!

Bibliografia:

1. Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, O Consolador, editora FEB, 29ª edição; e

2. Idem, questão nº 292

(Verão de 2015).

Pub RIE, Mar 2015

fraternitéA Ética da Reciprocidade ou Regra de Ouro é similar nas filosofias ou religiões que precederam a vinda de Cristo:

Judaísmo (Abraão, entre séculos XXIII e XXI a. C.) – “O que é odioso para ti, não o faças ao próximo. Esta é toda lei, o resto é comentário.”

Confucionismo (Confúcio, 551 a 479 a. C.) – “Não façais aos outros aquilo que não quereis que vos façam.”

Budismo (Sidarta Gautama, 563, a 483 a. C.) – “Não atormentes o próximo com o que te aflige.”

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Tais máximas, escritas de forma diferente, mas numa mesma direção, e que ‘fecham’ com a proclamada pelo Mestre em Mateus 7: 12, tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles”, evidenciam que o Divino Governador sempre esteve a inspirar os Profetas de ‘antes da manjedoura.’

Da ‘manjedoura ao Gólgota’, as anunciaria, encarnado, em alto e bom tom; e ‘após o Gólgota’ continuaria a inspirar os novos profetas.

Comungam ainda de mesma ética o Zoroastrismo, Islamismo e Hinduísmo.

Muito antes da manjedoura, e desde a formação de nosso Orbe; da manjedoura ao Gólgota; e após o Gólgota, o Mestre de todos os tempos esteve a inspirar aos súditos de seu governo a importância do respeito e da tolerância. Os homens, contudo, não obstante todos os elementos de preparação continuaram divididos e, dentro de suas características de rebeldia, [retardaram] a sua edificação nas lições renovadoras do Evangelho.

No centro de Paris, no pós episódio de 7 de janeiro de 2015, que revelou um massacre de 20 mortos e 11 feridos, entre as partes, é muito provável que se ali estivessem reunidos Jesus, Maomé, Buda, Confúcio, Abraão e tantos outros profetas antigos e novos, todos eles, ao invés de portarem faixas pró ocidente ou pró oriente, compartilhariam de uma mesma bandeira: Je suis la fraternité!

(Sintonia: Questão 293 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, editora FEB) – (Verão de 2015).

Piadas-Machistas-e-FeministasO machista é nada mais, nada menos, que o indivíduo que se modelou ou aquele que prestou atenção e aprendeu as aulas ministradas por seus ascendentes – pais, tios, irmãos mais velhos… quando lhe diziam que a mulher é um sexo frágil e inferior. No fundo, o machista de uma forma semi-consciente reproduz malfadados atos discriminatórios aprendidos nesta ou em vivências anteriores. Em seu processo de socialização, ignorou sentimentos de cooperação e solidariedade…

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Hammed me orienta hoje que num futuro breve, quando a mulher se legitimar pelo que é e por onde quer chegar, adquirirá o respeito – dos outros e de si mesma.

A Terceira Revelação a partir de meados do século XIX passa a orientar a humanidade da necessidade do Espírito ensaiar experimentos variados a cada vivência. Ocupar uma vestimenta de carne masculina ou feminina é só uma dessas alternativas. O Espírito que encarna ora homem, ora mulher precisará aproveitar essa situação e compreender que de nada lhe adiantará ser machista ou feminista, pois estes não contemplam nem cooperação, nem solidariedade.

6a00e550ae4e83883400e55187f3898834-800wiEsse futuro do qual fala o Orientador está aí escancarado, mostrando oportunidades fifth/fifth e ratificando a pretensão comum de espíritos conduzindo ‘corpos homens’ e ‘corpos mulheres’. O espírito legitimará sua condição se entender as restrições que o ‘corpo atual’ poderá lhe impor: Mais ou menos força bruta, mais ou menos razão, mais ou menos coração… mas sem nenhuma restrição quanto ao que é e onde quer chegar, pois estas são ‘vontades’  exclusivas do espírito.

Machistas e feministas desejam demonstrar uma supremacia injusta e em desacordo com o fluir da atual encarnação, qual seja a de aproveitar da melhor forma a oportunidade homem e a oportunidade mulher que a Providência por ora lhes providenciou. Não há, portanto, superioridade nem tão pouco melindre em ser masculino ou feminino; há, e tão somente, uma Divina Conveniência no script escrito por e para ambos.

A mulheres e homens, médicos, soldadores, professores, militares, políticos, garis, frentistas, advogados, agentes penitenciários, cozinheiros… desde que sua ‘compleição material’ não lhes obste o desempenho, o espírito é que não lhes causará embaraços.

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Cabe como ponto de partida, à família e aos seus membros – masculinos e femininos – entenderem que espíritos e matérias são parceiros e não competidores no cumprimento das metas que a Divina Conveniência lhes propôs…

O sexismo, ou atitude discriminatória procedente de sexos, nunca será saudável e tão pouco natural para homens e mulheres de quaisquer raças, culturas e credos.

O corpo físico masculino ou feminino nunca será obstáculo a um Espírito fadado ao sucesso, ou aplicado em atingir suas metas.

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Respeito, pag. 73 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Verão de 2013).

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Muito verdadeiros, os provérbios “ajuda-te que Deus te ajudará” e “o sol nasceu para todos” encontram respaldo em Mateus 7, 7, “pedi e se vos dará. Buscai e achareis. Batei e vos será aberto…” Dessa forma o Mestre das Boas Conversas me anunciaria que de nada adiantará o sol nascer para mim se dele fugir ou desejar que Deus me ajude sem ‘pedir’, ‘buscar’ ou ‘bater’.

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E hoje a conversa estando relacionada com auto-respeito, concluo que ‘fechar a guarda’ aos inimigos íntimos e ocultos, sabe, aqueles que só eu e Deus sabemos, será a melhor forma de me auto-respeitar e não correr o risco de ficar desmoralizado perante mim e minha Divindade.

Toda vez que escorrego no “vigiai e orai” esses inimigos ocultos capturam minha mente me tornando vulnerável escravo não só em compactuar com o mal, mas com bloqueios na realização do bem.

É lógico que Deus, a Bondade Suprema e Soberana, não se azeda, não se amofina, não se ofende e tão pouco se aborrece com meus escorregões perante os ocultos do mal. Tendo Deus ‘mais o que fazer’ o grande prejudicado serei eu que, refém de meus desvios, estarei impedido de prestar atenção a todas as idéias claras, sintéticas e simples murmuradas pela Vida Maior ao meu ouvido.Orando

O indivíduo que, de certa forma, impede o fluxo da Corrente Divina, longe de perder o respeito de sua Divindade, – já disse que Deus soberanamente não se azeda com isso – abortará, sim, os Divinos Planos, ou adiará o fruto de talentos inatos e singulares, programados somente à sua individualidade.

Quando o [autodesrespeito] se instala em nossa casa mental, passamos a não mais prestar atenção aos avisos e intuições que brotam espontaneamente do reino interior. As vozes de inspiração divina são sempre idéias claras, providas de síntese e simplicidade que a Vida Providencial murmura no imo de nossa alma, me diria hoje o Orientador.

Quando me respeito, respeitam-me todos os outros! E aqui me refiro ao respeito em não permitir intrusos contrários às lides que me são afetas e nas quais acredito. ‘Todos os outros’ poderão ser desencarnados e encarnados que eu não permita me desviarem a atenção aos avisos e intuições de meu reino interior.

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Quando renunciamos ao controle de nós mesmos, outros indivíduos tomarão as rédeas de nossa vida… E não tenho dúvidas que esses outros indivíduos, em sua maioria, serão desencarnados…

Na conquista do auto-respeito, é menos difícil controlar as influências de encarnados do que dos desencarnados!

 (Sintonia e expressões em itálico são do cap. Respeito, pag. 69 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Verão de 2013).

family-300x300Academia familiar! Assim está escrito na fachada do estabelecimento, em letras garrafais; caprichosamente desenhadas.

É discreto o glamour na entrada da academia. As letras não são luminosas; néon, nem pensar! Aliás, todas as suas luminosidades parecem estar em seu interior.

Uma porta muito estreita, como a indicar que lá dentro a tarefa é árdua.

Da porta estreita segue-se até os inúmeros aparelhos que a academia possui; parece que todos eles levam a ‘clientela’ à busca de equilíbrios.

Todo o seu aparato parece estar apto a sanear adiposidades que a ‘clientela’ possui: tentar deixar os frequentadores sem a gordurinha localizada do orgulho parece ser a meta principal.

Malhadores da Familiar são de compleições diversas; é a diversidade dos preparos físicos.

Na academia há instrutores que envidaram esforços para bem se prepararem para suas funções; mas também eles não são perfeitos: possuem excessos e claudicâncias!

Há na academia clientes ‘difíceis’, que exigem um pouco mais do exercitamento do perdão tanto dos ‘colegas’ como dos instrutores. Este – o perdão – tonifica os músculos de todos, deixando-os saudáveis. A propósito, o melhor ‘aparelho’ da Academia Familiar é este, e que leva a clientela como um todo, incluindo os seus ‘donos’, à compreensão desta virtude.

Ainda sobre este aparelho, proporciona ao cliente se solidificar dentro da academia e, por extensão, fora dela.

Na academia, em águas cloradas pelo respeito e tolerância, a ‘clientela’ se exercita e nada na mesma crença, com a mais absoluta consideração ao credo de cada um…

Um dos mais dignos e competentes Instrutores dessa Academia que viveu no século passado entre o Ceará e o Rio de Janeiro e que costumava chamar amorosamente sua clientela de ‘amados filhos’, ‘filhos da minha alma’, ‘amigos do coração’, ‘filhos meus’, ‘alma querida’, diria que “a família é a academia espiritual onde iremos realizar os primeiros exercícios de abnegação e renúncia na conquista do verdadeiro amor…”

Exercitada no perdão, na renúncia e na abnegação, essa clientela que já conquistou o verdadeiro amor e por já se considerar ‘sarada’, procurará novos rumos e ao adquirir franquias abrirá, em outras plagas, ‘filiais’ da Academia familiar…

… E formará sua nova clientela, muito comum à da matriz e com as mesmas etapas a vencer: sanear as gordurinhas do orgulho, emparelhar as diferenças musculares através do perdão, para, logo após, ‘voltar à calma’ através da paciência e da docilidade.

Matriz e filiais, franquias dessa Academia familiar de amor, responsabilidades e ajustes, continuarão em suas lutas, sempre buscando a saúde e o equilíbrio nessa agremiação chamada também de Escola das diferenças.

(Sintonia: Nossa família, pg. 40 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Outono de 2012 e reeditado, a pedido, no outono de 2017).