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[UNSET]“… Cada meta a que nos propomos tem o preço respectivo.” E “se impostos pesados são exigidos aos que perseguem resultados inferiores, que tributos pagará o espírito que se candidata à glória na vida eterna?” (Emmanuel).

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Há preço a pagar pelas metas boas ou ruins que desejemos alcançar. Algumas vezes Espíritos abnegados pagam preços altos para que resultados aconteçam à humanidade, décadas ou séculos depois…

O usurário, o delinqüente e o oportunista, para atingirem seus maus objetivos, pagarão o preço de perderem a paz, aviltarem seus nomes e desfigurarem seus caracteres.

O aluno que ingressa na escola superior e que posteriormente aspira mestrado e doutorado, antes precisou sentar-se nos ‘banquinhos’ do fundamental, encarou o ensino médio, abnegou-se perante compromissos de horários, estudos, tarefas, experimentos.

Se, ao tempo do Apóstolo Paulo e dos novos cristãos o preço eram incompreensões, açoites, aflições e pedradas, com Francisco I, o Vaticano reformula-se se dobrando aos dogmatismos, intolerâncias e preconceitos, para que a igreja de Roma, amanhã, respire ares melhores.

Se cientistas se consumiram em seus laboratórios anteriormente, foi para que hoje tivéssemos vacinas e soluções para nossos males. Allan Kardec largou seu emprego bem remunerado para viver de ‘mesadas’ da Esposa Amélie Boudet, realizar a codificação em tempo recorde, – quatorze anos – desencarnar relativamente jovem, com apenas sessenta e quatro anos, consumindo-se pela causa para que obtivéssemos esclarecimento e consolo.

Todas as ‘bruxas’ e os ‘hereges’, submetidos à inquisição medieval e que na realidade eram os médiuns da época, se consumiram para que hoje tenhamos a liberdade de exercer todas as sagradas e necessárias intermediações entre espíritos deste plano e dos mais sutis.

Longe das vicissitudes suportadas pelos primeiros cristãos e médiuns medievais, nossa tarefa hoje, ou o preço dos resultados que desejamos obter é mais leve: A doutrina dos Espíritos ou quaisquer “trabalhos abnegação” nos exigirão devotamento, compromisso, pontualidade e resultados compatíveis com nossas habilidades, talentos e inclinações. Dentro de um posto de serviço, do presidente ao varredor, passando por facilitadores, palestrantes, expositores, bibliotecários, atendentes fraternos, ações mediúnicas… o que mais se deseja é o anonimato, a simplicidade e o sacrifício por tais tarefas:

Eis, e tão somente, o preço que nos será cobrado na obtenção do sagrado resultado do ‘início’ de uma progressão em direção à vida eterna.

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Termos Jesus como aliado poderá ser o melhor efeito de nossas suadas boas causas. Ou, o melhor resultado – a companhia de Jesus – será fruto da melhor abnegação e do maior esforço imprimidos à boa causa que abraçarmos.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 40 Ante o objetivo, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).

legumes_agricultura_familiarFalando expressamente de terra, ‘lavrador’, que é ser ou não ser guardião da terra?

Defender a terra é compreendê-la como dádiva, descobrir seu potencial de nos fornecer na medida em que com ela nos preocupamos. Deixaremos de ser seu guardião sempre que a entendermos como algo inanimado, infértil, improdutivo e inútil.

Poderemos ter o prazer de tocá-la com nossas próprias mãos, sentirmos sua energia, sua servidão, mas também ela poderá não nos despertar o menor interesse. Seremos aí seus guardiões ou não.

Muitas vezes plantamos, mas fiscalizamos mais a plantação alheia do que a nossa: Deixamos de guardar nosso plantio, mas fiscalizamos a plantação alheia; dessa forma, nem a nossa, nem a alheia obterá lucros conosco.

Algumas vezes não devotamos o devido insumo e água à nossa terra; outras vezes lhe damos atenção e ela produz ‘cem por um.’ Eis o descaso e o tributo à terra.

Ainda desatinados por dores físicas diversas damos desculpas mil para o não cultivo. Outras vezes mesmo adoentados, compreendemos ser necessário tocarmos nossa lavoura: a opção pela dor e o descaso à terra; e a abnegação e resignação, mesmo amolados…

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Nas questões de nosso Espírito sucede a mesma coisa: Precisamos descobrir o potencial divino que possuímos; entendermos que ele precisa do bom cultivo; somos responsáveis por ‘nossa’ evolução em primeiro lugar e as parcerias virão depois; também nosso Espírito adquire ervas daninhas, precisando dessa forma de capina, sagrados insumos e da água das virtudes; e entendermos que doenças do parceiro corpo e do próprio Espírito, sempre será a maquiagem com a qual nos apresentaremos ‘bonitos’ na Vida Futura…

“Ninguém [obterá] o resultado excelente, sem esforçar-se, conferindo à obra do bem o melhor de si mesmo.” (Emmanuel). Outros indivíduos se beneficiarão com os frutos de nossa terra (entendamos de nossa alma), mas o maior presente será para nós mesmos.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 31, Lavradores, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).