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Pedir LuzRevelações do plano superior lhe chegarão – ao homem – naturalmente, depois de resolvida a sua situação de devedor ante os seus semelhantes, fazendo-se, então, credor das revelações divinas.

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Sabe-se que as revelações do plano superior se estabelecem, preferencialmente, ‘de lá para cá.’

Como ‘ferramentas’ de tais revelações, mas na maioria das vezes imperfeitas, será imperioso que estejamos promovendo constantemente nossa própria manutenção, através do “vigiai e orai.”

Orar até que não é a parte mais complicada da exigência. Oramos sempre que estamos entregues a um estado contemplativo que nos liga pela forma pensamento a Entidades Superiores das esferas mais sutis. Digamos até que é uma situação bastante cômoda… inercialmente cômoda!

Já vigiar, por entendermos ser a parte mais prática do “vigiai e orai”, exigirá de nós movimento, ações efetivas como, por exemplo, resolvermos [toda a] nossa situação de devedores ante os nossos semelhantes.

Serão estas ações que, promovendo nossa reforma íntima, irão nos contemplar com a linha de crédito que, em nos tornando dignos da atenção de Entidades mais esclarecidas, naturalmente nos proporcionará intermediarmos revelações importantes da Vida Futura Superior.

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Quando preocupações meramente curiosas derem lugar a informações sérias, frutos do crédito superior em nós já depositado, estaremos aptos a colaborar no enriquecimento de nossa própria fé e na dos semelhantes.

“Tudo o que fizerdes a um destes pequeninos, crede-me, a mim o fareis”, diria o Mestre das revelações. Dignos perante nossos semelhantes, dignos perante Jesus; dignos perante Jesus, com créditos junto a Deus. Acreditados perante Ele, herdeiros de suas revelações mais fabulosas e necessárias.

Reforma primeiro; revelações depois!

(Sintonia: questão 357 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

foto11“Moisés trouxe a missão da Justiça; o Evangelho, a revelação insuperável do Amor; e o Espiritismo, em sua feição de Cristianismo redivivo, traz, por sua vez, a sublime tarefa da Verdade.” (Questão 271 de O Consolador).

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Quando Jesus chega trazendo a segunda revelação – a central – na qual o amor, a generosidade e a complacência deveriam cobrir a ‘multidão de pecados’ de uma adúltera, por exemplo, é possível que os caminhos, de Moisés até Ele, já estivessem ou devessem estar mais aplainados. Estaria aqui, instalada, a revelação do amor; ou este se sobrepondo à justiça.

Impossível se falar de amor a um povo cuja necessidade premente era a justiça, como imperativo seria não falar de ‘verdades inteiras’ a confrades que por hora necessitavam mais da lei da compaixão do que de uma veracidade explícita, visto que os homens receberão sempre as revelações divinas de conformidade com a sua posição evolutiva.

Sendo que ainda hoje, a Justiça de Moisés não está implantada, a complacência de Jesus não foi bem entendida e ainda nos fazemos surdos às verdades do Espiritismo, é possível que somente quando a fraternidade – a religião do futuro, segundo Hammed – for implantada no Planeta, se estabeleça, em definitivo, a regeneração, evidenciando uma quarta revelação: A cada posição evolutiva, sua revelação!

Não tenhamos dúvidas que a fraternidade será o somatório de toda a justiça, mais o amor e mais toda a verdade praticados na Terra. Ou as três revelações como receitas para uma quarta!

Compreendemos também, dessa forma, que Moisés [não] transmitiu ao mundo a lei definitiva, mas que esta se adéqua constantemente à evolução deste mundo!

(Sintonia: Questão 271 de O Consolador, pg. 186, de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora FEB, 29ª edição) – (Primavera de 2014).

Jesus escreve na areia_thumb[4]O culto espírita possui um templo vivo em cada consciência. Prescindindo de [fórmulas e submissões], temos nele o caminho libertador da alma (…) na construção do mundo melhor.”

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“Não vim destruir a lei e os profetas, mas cumpri-los.” (Jesus, 30 d.C.). “Não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução.” (Allan Kardec, 1861).  “Patentear-se [através do culto espírita] é conferir força e substância na própria vida.” (Chico/Emanuel, 1978).

Quando, perante a Lei, o Mestre Galileu demonstra humildade e o mestre Lionês, responsabilidade, o missionário Chico convoca a todos a se legitimarem – patentear-se – como cristãos.

Entram épocas, saem épocas, entra ano, sai ano, e os cumpridores, executores e ‘repaginadores’ da Lei Natural ou Divina se alternam na lida do combate às exterioridades, desenvolvidas em todas as épocas como se a Divindade não soubesse o que se passa no íntimo de cada indivíduo…

O Mestre Jesus, de todas as épocas, foi o maior arrojado no combate às exterioridades. Só Ele conseguiu, por exemplo, ler o íntimo da adúltera, de Zaqueu, do centurião, culminando com a derradeira que fez das almas que ao seu lado eram crucificadas.

Numa época em que os templos, paramentos, adornos e utensílios sacros eram recapados em ouro, e quando o discípulo de Pestalozzi diria que o espiritismo viria dar execução à lei cristã, deixaria claro que a doutrina compactuaria ‘com os exemplos’ do Mestre e não com irresponsabilidades que onerassem recursos de minorias.jesus_kardec_chico

Na fronteira entre os séculos XX e XXI, o missionário de Pedro Leopoldo, atento às Vozes Celestes, volta a chamar a atenção dos novos cristãos sobre a futilidade das aparências, lembrando às almas que “o Reino de Deus está dentro de vós e só será alcançado por suas obras”.

Na ocasião lembrará Chico que para patentear-se como verdadeiro espírita será necessário que o indivíduo imprima força e substância à própria vida tarefa que realizará pela força de sua interioridade e não por seus disfarces.

Conclamará a que homens, mulheres e crianças; patrões e empregados; dirigentes, legisladores e administradores; ensinantes, discípulos e colaboradores; magistrados, poetas, oradores, escritores e artistas; lavradores, comerciantes e operários… Que o verdadeiro culto espírita é aquele delimitado “por suas obras” ou pela qualidade de sua influência junto aos indivíduos.

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Cumprir a Lei, dar-lhe execução, conferir substância à própria vida, – expressões diferentes, para épocas diferentes – significam patentear-se ou se legitimar como cristão.

Autenticar-se pela fraternidade, promover a ‘quarta revelação’, impulsionar a regeneração: Simplesmente três sentimentos análogos!

Se humildade e responsabilidade registraram as segunda e terceira revelações, a quarta está aí, se definindo através da fraternidade.

(Sintonia e expressões em itálico são do Cap. Culto espírita, pg. 15, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Verão de 2014).