Posts Tagged ‘Revivências’

 Alma-Gemea“… A atração profunda e inexplicável que arrasta uma alma para outra, no instituto dos trabalhos, das experiências e das provas, no caminho infinito do tempo está mergulhada num suave mistério (…). Separadas ou unidas, nas experiências do mundo, as almas irmãs caminham, ansiosas, pela união e pela harmonia supremas, até que se integrem, no plano espiritual, onde se reúnem para sempre na mais sublime expressão de amor divino1.”

“Não há união particular e fatal de duas almas. A união que há é a de todos os Espíritos, mas em graus diversos (…) segundo a perfeição que tenham adquirido. Quanto mais perfeitos, tanto mais unidos2.” “A teoria das metades eternas encerra uma simples figura, representativa da união de dois Espíritos simpáticos. Trata-se de uma expressão usada até na linguagem vulgar (…). Não pertencem decerto a uma ordem elevada os Espíritos que a empregaram3.”

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Almas gêmeas ou almas irmãs é um conceito de Emmanuel. Sem o desejo de trair ou contrariar o conceito de metades eternas da Equipe de Allan Kardec, visto Espíritos Superiores não se equivocarem quando seu motu proprio visa nosso esclarecimento, progressão e felicidade, mostra-se importante e necessário não confundirmos umas e outras:

Metades eternas, ou como, numa linguagem mais vulgar ainda diríamos, ‘metades das laranjas’, sempre serão termos equivocados quando nos referirmos a Espíritos. Estes foram planejados ‘inteiros’, criados exclusivos, individuais, ímpares. Assim como não há uma impressão digital idêntica, – poderá pertencer a grupos de digitais semelhantes – e os próprios gêmeos univitelinos serão iguais somente fisicamente, Espíritos nunca serão iguais; muito menos metades uns dos outros.

Almas gêmeas ou irmãs, sempre serão almas parceiras e que já se acostumaram de longa data a estabelecerem cooperação tanto nas experiências do plano físico como no espiritual. Suponhamos que tais almas estejam laborando em planos opostos. Nem por isso estariam separadas, pois em tal tipo de ‘compromisso’ o que menos as separa será viverem em planos diferentes (físicos ou sutis). O intercâmbio ‘vivos e mortos’ sempre as beneficiará, visto que Espíritos não morrem e o instituto dos trabalhos, das experiências e das provas sempre as aproximará, até que se integrem, no plano espiritual, onde se reúnem para sempre na mais sublime expressão de amor divino.

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Almas gêmeas executam, ao longo de suas experiências, os mais sagrados estágios e exercitamentos, visando o futuro ingresso no amor divino.

Se todas as experiências de encarnados e desencarnados são o preparo ou exercício para a perfeição que todos atingirão um dia, por que não o seria, também, esta tão salutar e singular parceria na qual vivem, revivem e tornam a viver as almas gêmeas, irmãs ou parceiras? Não será a gemelidade das almas, mesmo que em nossa expressão vulgar, sempre o caminho seguro para chegarmos à expressão de amor divino?

Finalizando, levando em conta expressões dos Superiores, e para uma reflexão menos conservadora, atração profunda e inexplicável que arrasta uma alma para outra e união particular e fatal de duas almas pressupõem uma sociedade já plural, muito distante do convencionalismo bem ou mal são: Almas gêmeas ou união particular e fatal não precisarão necessariamente estar relacionadas a revestimentos corpóreos masculino mais o feminino; tais corpos, em tais casos, será o de menos. O importante será a afeição verdadeira que uma alma estará votando à outra alma irmã, habitando corpo masculino ou feminino.

Reencontros, experiências, afeições, lutas, provações… sobrepõem-se a fatores usuais, tradições, fôrmas, clichês e estereótipos, nesse caso irrelevantes.

Que doravante, ao referir-nos à nossa alma amada, não a apresentemos mais como cara metade ou metade eterna, mas como alma gêmea, alma irmã ou, simplesmente, ‘inteira eterna’.

(Bibliografia: 1. Questão 325 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, 29ª edição da FEB; 2 e 3. Questões 298 e 303-c de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, tradução de Guillon Ribeiro, 71ª edição da FEB) – (Inverno de 2015).

escalar-montanha-aventuraNicodemos, ou São Nicodemos, membro do Sinédrio – legislativo judaico – era um fariseu importante à época de Jesus e por diversas vezes suas vidas se cruzaram.1 Num desses encontros, conversavam sobre a necessidade de nascer de novo. Com o ‘papo’ já adiantado, o Mestre diz a Nicodemos “não te maravilhes – ou admires – de que eu te tenha dito: ‘Necessário vos é nascer de novo’” (João, 3:7). A prosa já ia pelo meio e se adiantaria até o versículo 21 quando o Mestre e o futuro santo da igreja romana falariam da ressurreição, ponto de uma das crenças fundamentais dos judeus… (ESE, IV, 16).

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Se, ainda hoje, o assunto reencarnação, – ressurreição, em crença um tanto ‘torta’ para os judeus – vidas sucessivas, revivências, causa admiração às pessoas, quanto mais há dois mil anos atrás…

Impossível entender muitos pontos da doutrina – entre eles o livre arbítrio – sem que se compreenda a necessidade das vidas sucessivas ou revivências.

Aproxima-se a hora do túmulo e os indivíduos caem em si sobre uma porção de ‘bobagens’ que fizeram nesta existência no uso de sua liberdade. Tal qual o aluno que ao ver todos os seus colegas já em férias se vê compulsado a uma segunda época por não haver aproveitado bem o ano letivo, também as almas, nesse momento, choram seus feitos ou não feitos.

Retornam ao Plano Espiritual e, ante a chance de um novo acordo reencarnatório e perante suas consciências, passam a reescrever o novo futuro, onde realizarão uma revisão com base no tempo desperdiçado e o mau usufruto de seu livre arbítrio na vida anterior. Dessa forma, ante nova dádiva, desejarão…

  • … Não mais enriquecer ilicitamente e à custa alheia, pois já perceberam que nenhuma dessas moedas transportará para a vida eterna;
  • Não mais se encantarem com cargos e encargos que somente lhes roubaram o precioso tempo de acumular “tesouros que a traça não corrói”;
  • Não mais fazer o mau uso de suas inteligências, pois ela é dádiva e instrumento de promoção individual e coletiva;
  • Não mais se dedicarem exclusivamente à meditação ou recolhimento improdutivo, fato que algemou suas mãos, pernas e pés na última vivência; e, entre outras providências, desejarão
  • Não mais realizarem práticas narcisistas, colocando o ego no centro de suas vidas, fato que os impediu de ver as realidades alheias.

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O retorno a um Planeta de Provas e Expiações é a segunda época em que o aluno precisará se dar de conta do porquê de aí estar. Se o sagrado véu do esquecimento o preserva, que verifique as evidências e os sinais a indicar em quais pontos da matéria esteve mais fraco…

Revivência é uma espécie de revisão do mau uso que se possa ter feito do livre arbítrio…

(1. Wikipédia, a enciclopédia livre. Sintonia: Cap. Ante o livre arbítrio, pg. 31, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Verão de 2014).

NossoLar“Ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo.” (João, 3:3)

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Ora, para ver o Reino, precisam os indivíduos antes construí-lo através de inúmeros nascer de novo ou de renasceres em outros corpos especialmente formados para eles (ESE, IV, 4) e que lhes proporcione evoluir moral, intelectual e espiritualmente, já que o Reino – com erre maiúsculo – prevê os três fatores…

A cada renascimento, o Espírito – que é o mesmo – receberá corpo, família e condição/situação que já fez por merecer. Com corpo, família, condição e senhor de sua evolução ele avançará mais ou menos na construção do Reino; será senhor ou vassalo de si.

Ao mesmo tempo em que possuirá o senhorio de todos os elementos da Terra ou que todos os reinos do planeta lhe rendam vassalagem, esse indivíduo escolherá, dependendo de sua ‘administração’, se desejará avançar mais ou menos ou se será mais senhor ou mais vassalo no Reino em construção:

  • Senhor do rio, ele poderá até mudar seu curso, aprisionar suas águas e transformá-las em energia que mova o progresso; mas e o curso e a energia de sua moral? Ele já consegue direcionar para o melhor?
  • Senhor do rio, ainda, ele consegue desviá-lo em ramos e canalizá-lo para um aproveitamento na irrigação; mas e o asseio de suas atitudes para com os outros? E a aridez e as descomposturas de sua alma? Ele já conseguiu canalizar lenitivos que lhe tragam o banho refrescante?
  • Senhor das palavras, ele manipula e influencia mentes através da política, da oratória e da escrita; mas e a sua consciência? Ele já consegue influir em sua tranqüilidade e alvura?
  • Senhor dos animais, das plantas e dos minerais, ele domestica seres gigantescos, domina a agricultura, explode a montanha e retira o essencial ao progresso; mas ele já consegue refrear as feras de seu íntimo, exercitar o plantio de virtudes e pulverizar os ácaros que lhe devoram o coração? Sua vida é somente razão ou juízo e sentimento?
  • Senhor da economia e seus superávits, o único gráfico que declina sob seus cuidados é o da inflação; mas ele já consegue balancear suas paixões e inclinações? O traçado da construção de seu Reino está positivo ou negativo?
  • Senhor das pesquisas e das soluções, nas noites insones já experimentou métodos e alcançou remédios para diversas curas; mas ele já conseguiu a solução para sua espiritualização, para as dores de sua alma, ou, ao menos, perdeu o sono perseguindo isso? Solucionou as enfermidades que o fazem vassalo de si próprio?
  • Senhor de uma sociedade, a ela está perfeitamente integrado, sujeito às suas leis terrenas e muitas vezes até submisso; mas ele já consegue compreender que as almas não são somente estas por aqui, visíveis aos olhos de ver? Intercambiou-se, já, com os Bons Amigos da Sociedade Espiritual, necessários à sua guarda e acompanhamento?

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Seu corpo físico, família, posição, são, exatamente, as conquistas que vem consolidando na construção do verdadeiro Reino, o interior, esse que está construindo mais ou construindo menos e do qual está sendo mais senhor ou mais vassalo

O mesmo homem que altera o curso do rio ou aprisiona suas águas, – visando o progresso, é claro! – já consegue domar ou libertar-se de suas más inclinações?

(Sintonia: Cap. Evolução e aprimoramento, pg. 28, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Verão de 2014).