Posts Tagged ‘Saúde física’

IF“Mens sana in corpore sano”, – Uma mente sã num corpo são… A expressão é de autoria do romano antigo Juvenal que ainda diria mais: “… O único caminho de uma vida tranqüila passa pela virtude [caminho esse que] desconheça a ira, nada cobice e creia mais…” (Wikipédia, a enciclopédia livre).

É possível que a saúde de minha alma me ajude a entender melhor a falta de saúde de meu corpo. Invertendo a minha possibilidade, diria que sem a saúde da alma dificilmente compreenderei os porquês das doenças de meu corpo…

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Autor da expressão “doenças não existem; existem doentes”, em um dos capítulos de sua obra O Evangelho é um santo remédio, Joseval Carneiro a utiliza como uma força de expressão que talvez deseje evidenciar que, sempre que profundamente doente da alma, ou que não consiga harmonizá-la, o indivíduo passa a sentir sintomas que o relacionem como doente fisicamente. Ou todos os desequilíbrios de sua alma passam também a desequilibrar sua roupagem física, o uniforme de trabalho de sua alma.

Se eu, apesar de apresentar alguns sintomas de doente físico, entender que os provoquei nesta ou em vidas anteriores, atitudes que me fizeram cúmplice de tais sintomas, já é um meio caminho andado para que, se ao menos não ficar curado, entenda os porquês de minha anomalia física.

Sanear minha alma e despi-la de ‘trejeitos’ inconvenientes, de mazelas incompatíveis com a evolução, é o grande passo para o estado salutar de meu corpo.

Lógico que aqui não estou me referido àquela dorzinha aqui e acolá própria da decrepitude de uma vestimenta já muito usada, ‘surradinha’ e até puída, mas de males que se cronificaram nesta ou em outras vivências mal vividas e que poderão se manifestar e atrapalhar a que hoje vivo.

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Toda a saúde a mais que eu tiver na alma poderá me facilitar o entendimento da saúde de menos que hoje eu tenha no corpo…

(Primavera de 2013).

Remoer o que já aconteceu, não apenas atravanca a mente, (…) mas derruba o sistema imunológico. Perdoar é uma questão de treinamento” (Fred Luskin, O Poder do Perdão).

Em matéria de perdão, há que se considerar exortações importantes do Nazareno como “perdoar não só sete vezes, mas setenta vezes sete vezes” e “se tiveres que fazer tua oferenda e te lembrares de ter algo contra teu irmão ou ele contra ti, vai e primeiro reconcilia-te e depois realiza tua oferta”. Aqui somente duas máximas do Cristo, sobre o assunto…

Ora, chamaria a primeira recomendação de ‘linguagem matemática’: Talvez cansado de exortar seus patrícios, – e a mim, a ti, a nós… que deveria por lá andar – Jesus fala em uma forma aritmética, esbanjando sabedoria e alegoria. A segunda aborda a questão da hipocrisia, pois não será salutar ao que se diz Cristão oferecer seu trabalho diário, sem primeiro se refazer de suas mágoas e raciocinar com perdão. Se tenho desafetos – e quem não os tem!? – antes de escrever estas ‘mal traçadas linhas’ e por uma questão de consciência, deverei enviar a todos eles meus bons eflúvios, votos de felicidades e um desejo sincero de reconciliação… Se minha escrita é a minha oferta diária, ela ficará mais verdadeira se primeiro eu orar, principalmente, por aqueles que ainda não amo tanto!

Ao defender que perdão é uma questão de treinamento, o autor americano se embasa nas supracitadas máximas Crísticas: Tu perdoas uma, sete… quatrocentas e noventa vezes e a cada uma delas estarás ‘em treinamento’; emanarei a meu desafeto bons pensamentos e estarei treinando para que minha causa/tarefa diária seja mais verdadeira.

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Que só por hoje – e o renove todos os dias – eu acredite mais na Veracidade e Correções do Mundo Maior do que em conspirações e conluios realizados nos porões da maldade…

A falta de perdão, o revide, a mágoa, o ressentimento e todo seu séqüito é a conspiração. O perdão, a benevolência, a complacência… todos inclusos no treinamento, fazem parte da Verdade do Mundo Maior.

Pensando assim, minha querida e meu querido, ‘bora lá’, treinar!

(Sintonia: Cap. Perdão faz bem à saúde, pg. 19 de O Evangelho é um santo remédio, de Joseval Carneiro, Editora EME) – (Primavera de 2013).

equilibrio

I – As Nações buscaram, até hoje, fazer as mais sensatas leis possíveis… Em vão! Somente as Divinas Leis ou Naturais se apresentam cem por cento equilibradas;

II – Não existe maior satisfação para o indivíduo do que imprimir à sua tarefa de agora o que de melhor ele possuir hoje;

III – Pensamentos, palavras e atos; cabeça, tronco e membros fugindo a todos os extremos: Centrados no e ao bem;

IV – O interesse é a mais vil das moedas da caridade e não só desequilibra qualquer ação como também a anula. O “meio-bem” assim é chamado pelos Orientadores, por ser realizado somente na busca de prestígio;

V – Equilibrado é o nobre: Não só não se amofina com as conquistas alheias como estas lhe fazem bem. Entende que a evolução – com a felicidade inclusa – chega para os Espíritos em épocas diferentes;

VI – Se há na história dos Espíritos etapas ‘a pular’, os equilibrados entendem serem as negativas ou aquelas que nada acrescentam à evolução;

VII – O equilibrado, frente aos acometidos de necessidades, ouvirá muito mais, falará muito menos e no que se pronunciar procurará consolar e minimizar as privações alheiasO-senso-de-equilíbrio-em-crianças

VIII – Nobreza estimula nobreza: Por que não pegar carona no estímulo dos que já conseguiram se equilibrar através dessa virtude?

IX – A pessoa que sistematicamente se queixa de tudo e de todos demonstra destempero perante situações comuns e próprias do Orbe tipo Terra. A queixa, a má notícia, o comercial medíocre e apelativo… poderão afiançar uma informação errônea de que o Planeta ‘não tem jeito’; e

X – A cada equívoco percebido no próximo, realizar um check-in nos próprios: Nada como estar preocupado com o próprio burilamento, para não se ter tempo ou fazer ‘vistas grossas’ aos alheios.

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São, portanto, palavras chaves na busca do equilíbrio: Deus, aplicação, bem, servir, nobreza, positivismo, alegria e esperança, estímulo, benevolência e uma obstinada fuga às queixas.

A estabilidade, é lógico, não depende exclusivamente deste decálogo do equilíbrio, mas de todas as atitudes que me mantiverem afastado das extremidades.

(Sintonia: Cap. Saúde e equilíbrio, pg. 25 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Outono de 2013).