Posts Tagged ‘Saúde mental’

Remoer o que já aconteceu, não apenas atravanca a mente, (…) mas derruba o sistema imunológico. Perdoar é uma questão de treinamento” (Fred Luskin, O Poder do Perdão).

Em matéria de perdão, há que se considerar exortações importantes do Nazareno como “perdoar não só sete vezes, mas setenta vezes sete vezes” e “se tiveres que fazer tua oferenda e te lembrares de ter algo contra teu irmão ou ele contra ti, vai e primeiro reconcilia-te e depois realiza tua oferta”. Aqui somente duas máximas do Cristo, sobre o assunto…

Ora, chamaria a primeira recomendação de ‘linguagem matemática’: Talvez cansado de exortar seus patrícios, – e a mim, a ti, a nós… que deveria por lá andar – Jesus fala em uma forma aritmética, esbanjando sabedoria e alegoria. A segunda aborda a questão da hipocrisia, pois não será salutar ao que se diz Cristão oferecer seu trabalho diário, sem primeiro se refazer de suas mágoas e raciocinar com perdão. Se tenho desafetos – e quem não os tem!? – antes de escrever estas ‘mal traçadas linhas’ e por uma questão de consciência, deverei enviar a todos eles meus bons eflúvios, votos de felicidades e um desejo sincero de reconciliação… Se minha escrita é a minha oferta diária, ela ficará mais verdadeira se primeiro eu orar, principalmente, por aqueles que ainda não amo tanto!

Ao defender que perdão é uma questão de treinamento, o autor americano se embasa nas supracitadas máximas Crísticas: Tu perdoas uma, sete… quatrocentas e noventa vezes e a cada uma delas estarás ‘em treinamento’; emanarei a meu desafeto bons pensamentos e estarei treinando para que minha causa/tarefa diária seja mais verdadeira.

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Que só por hoje – e o renove todos os dias – eu acredite mais na Veracidade e Correções do Mundo Maior do que em conspirações e conluios realizados nos porões da maldade…

A falta de perdão, o revide, a mágoa, o ressentimento e todo seu séqüito é a conspiração. O perdão, a benevolência, a complacência… todos inclusos no treinamento, fazem parte da Verdade do Mundo Maior.

Pensando assim, minha querida e meu querido, ‘bora lá’, treinar!

(Sintonia: Cap. Perdão faz bem à saúde, pg. 19 de O Evangelho é um santo remédio, de Joseval Carneiro, Editora EME) – (Primavera de 2013).

equilibrio

I – As Nações buscaram, até hoje, fazer as mais sensatas leis possíveis… Em vão! Somente as Divinas Leis ou Naturais se apresentam cem por cento equilibradas;

II – Não existe maior satisfação para o indivíduo do que imprimir à sua tarefa de agora o que de melhor ele possuir hoje;

III – Pensamentos, palavras e atos; cabeça, tronco e membros fugindo a todos os extremos: Centrados no e ao bem;

IV – O interesse é a mais vil das moedas da caridade e não só desequilibra qualquer ação como também a anula. O “meio-bem” assim é chamado pelos Orientadores, por ser realizado somente na busca de prestígio;

V – Equilibrado é o nobre: Não só não se amofina com as conquistas alheias como estas lhe fazem bem. Entende que a evolução – com a felicidade inclusa – chega para os Espíritos em épocas diferentes;

VI – Se há na história dos Espíritos etapas ‘a pular’, os equilibrados entendem serem as negativas ou aquelas que nada acrescentam à evolução;

VII – O equilibrado, frente aos acometidos de necessidades, ouvirá muito mais, falará muito menos e no que se pronunciar procurará consolar e minimizar as privações alheiasO-senso-de-equilíbrio-em-crianças

VIII – Nobreza estimula nobreza: Por que não pegar carona no estímulo dos que já conseguiram se equilibrar através dessa virtude?

IX – A pessoa que sistematicamente se queixa de tudo e de todos demonstra destempero perante situações comuns e próprias do Orbe tipo Terra. A queixa, a má notícia, o comercial medíocre e apelativo… poderão afiançar uma informação errônea de que o Planeta ‘não tem jeito’; e

X – A cada equívoco percebido no próximo, realizar um check-in nos próprios: Nada como estar preocupado com o próprio burilamento, para não se ter tempo ou fazer ‘vistas grossas’ aos alheios.

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São, portanto, palavras chaves na busca do equilíbrio: Deus, aplicação, bem, servir, nobreza, positivismo, alegria e esperança, estímulo, benevolência e uma obstinada fuga às queixas.

A estabilidade, é lógico, não depende exclusivamente deste decálogo do equilíbrio, mas de todas as atitudes que me mantiverem afastado das extremidades.

(Sintonia: Cap. Saúde e equilíbrio, pg. 25 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Outono de 2013).