Posts Tagged ‘Segurança’

“Capacete é indumentária de luta, esforço, defensiva.” (Emmanuel).

* * *

O que têm a ver esperança e salvação com luta, esforço, defensiva? Qual sua co-relação?

Salvação é uma aspiração: ‘desejamos’ nos salvar! Embora outros nutram tal expectativa a nosso respeito, só nós sustentamos tal desejo.

Mas, tal qual a fé, a esperança precisa de acólitos: está, então, alavancada pela luta, esforço e defensiva:

Luta e esforço pressupõem vigiar, que é a parte mais prática do “vigiai e orai.” Lutamos e nos esforçamos com serviço, tolerância e respeito a nós e ao próximo.

Defensiva, a parte mais teórica; o “orai.” Se vigiar nos blinda contra más influências, oração e contemplação completam nossa imunização.

* * *

Não há Agente externo de salvação; há um Roteiro: nós nos salvamos!

A Boa Nova do Mestre é o roteiro. Este não nos salva, se não o desejarmos. Possuímos a esperança; mas esta precisa de suporte:

A caridade (respeitar, tolerar, servir), apresenta-se como suporte da fé e da esperança. Ela é o capacete que nos dá segurança e autentica nossa evolução; contém os imperativos da salvação.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, Cap. 94, Capacete da esperança; 1ª edição da FEB) – (Outono de 2017).

francois-hollande-president_A França, mais particularmente a capital Paris, ainda não cicatrizara dos atentados de 7 de janeiro, endereçados ao Charlie Hebdo, e se viu novamente, na data de ontem, acometida por mais um atentado, distribuído em seis pontos, todos simultâneos e orquestrados.

A diferença agora é a quantidade de vítimas fatais e dos feridos. Dado à proporção dos números, somos obrigados a acreditar que o ataque ao Charlie foi apenas um tira gosto, comparado ao atual. Em carta endereçada ao Le Monde, o Estado Islâmico, reivindica a autoria do atentado.

No momento em que os Países Europeus, principalmente vizinhos franceses, elevam seus alertas de segurança ao nível máximo (5), e o Papa Francisco declara que o acontecido “não é nenhuma justificativa, nem humana, nem religiosa”, nos sentimos na obrigação de novamente relembrar o que Emmanuel nos diz na questão 292 de O Consolador: “… Na inquietação que lhes caracteriza a existência na Terra, os homens se dividiram em numerosas religiões, como se a fé pudesse ter fronteiras, à semelhança das pátrias materiais (…). Dessa falsa interpretação têm nascido no mundo as lutas anti fraternais e as dissensões religiosas de todos os tempos.

Como escrevemos em “Liberdade e Igualdade, filhas da Fraternidade” e publicado na RIE em março deste ano, repetimos que “não estamos aqui falando como franceses ou muçulmanos, mas com a dor e o lamento de ambos, como cidadãos do mundo e como cristãos; e como tal acreditamos que o único aval para a liberdade e a igualdade seja a fraternidade, ou o perfeito enquadramento dos povos dentro da ética da reciprocidade, que é a regra que o Cristo ditou aos antigos e novos Profetas.”

Os números são, na linguagem do Papa Francisco, desumanos, pois se em janeiro tivemos 20 mortos e 11 feridos, os angustiosos números de hoje avançam – ou retrogradam? – a 127 mortos e 99 feridos, entre os quais dois brasileiros.

Confrades; oremos! Não só pelos números de ontem e os de hoje, mas pelos homens que tomam decisões, para que revejam e meditem sobre as sagradas questões de respeito e tolerância, itens em nossa opinião mais razoáveis que todos os tipos de alertas de segurança e que amenizariam efeitos de sabidas causas…

Oremos!

(Na foto, o presidente francês Fraçois Hollande, se dirigindo à Nação e ao mundo) –  (Primavera com ares tristes de 2015).

Jesus, que nunca teve seu nome lançado no SERASA ou SPC, que não precisou passar pelo “ficha limpa” ou teve questões com a Polícia ou Receita Federal, foi o maior exemplo de autonomia de todos os tempos, pois possuía:

  • Franqueza em dizer o que pensava: “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas”;
  • Segurança de olhar, ouvir e convidar qualquer um: “Zaqueu, desce logo daí que hoje ficarei em tua casa”;
  • Independência de exprimir seus sentimentos com transparência: “Mulher, onde estão os que te condenaram? Não vejo nenhum aqui. Tão pouco eu te condenarei, porém vai e não peques mais”;
  • Liberdade de pedir o que quisesse: “Pai, se possível, afasta este cálice sem que o beba; porém não se faça a minha vontade”; e
  • Coragem de correr riscos para concretizar tudo que acreditava: “Minha casa é de oração e não de comércio”;

“Sim, sim; não, não” – Mateus, 5-37não é uma expressão para inseguros, pois estes dela não se utilizam devido à falta de convicção e autonomia. Dificilmente o inseguro irá se expor usando afirmativas ou negativas taxativas.

Fugir do sim e do não, não me define ‘politicamente correto’ mas politicamente inseguro. Demonstrarei, sim, não ter nenhuma autonomia em minhas convicções sociais, políticas, religiosas…

Fugir do sim e do não é sintoma que evidencia que, no mínimo, não desejo discutir relação ou situações com ninguém e que, no máximo, tenho meu ‘rabo preso’.

Fugir do sim e do não é mostrar que não sou cristalino e que me envergonho das decisões que elegi para minha vida.

Pessoas inseguras se esgueiram pelas sombras, confusas, medrosas, com reticências, talvez, porém, mais ou menos… Utilizam-se mais do ponto de interrogação do que exclamação: O inseguro perguntará ‘conseguirei?’ O convicto afirmará ‘conseguirei!’

Pessoas seguras e convictas são tais qual um livro aberto, com páginas inovadoras, educadoras, cheias de oportunidade.

“Os inseguros evitam encontros ou situações em que precisam expor suas crenças, sentimentos e idéias”  (Hammed).

(Expressões em itálico, subsídios e sintonia são do capítulo Insegurança, pg. 171 de As dores da alma de Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).