Posts Tagged ‘Senso de realidade’

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“Sensibilidade é patrimônio do espírito que já atingiu certo grau de percepção e detecção [da parte essencial] dos fatos. Faculdade esta alicerçada no ‘senso de realidade’, que tem a capacidade de penetrar nas idéias novas, captá-las e analisá-las sutilmente, com admirável eficiência e exatidão.”

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O camarada que ‘se derrete’ perante a cena romântica de um filme ou se arrepia ante a cena mais violenta do mesmo filme, poderá ser considerado uma pessoa sensível?

O sensitivo que escreve algo muito bonito e verdadeiro ou o que se apega somente a manifestações espetaculares do mundo espiritual poderá ser considerado uma pessoa sensível?

O eloqüente orador que se debruça sempre em cima de velhas idéias a respeito de velhos temas, que não consegue inovar, apresentando, por exemplo, novas idéias sobre um tema antigo ou uma forma nova de apresentar seu assunto poderá ser considerado uma pessoa sensível?animal-de-estimacao 

Hammed me ensina hoje: Que não há realidade em ambas as cenas do filme; que a realidade do sensitivo só começará ao praticar as coisas lindas que escreveu ou assimilar – através de mudanças – as informações bombásticas recebidas do mundo espiritual; e que o eloqüente orador só sensibilizará seus ouvintes no momento que compreender que a doutrina é dinâmica, flexível…

… Ou, o autor espiritual deseja me informar que sensibilidade, mais que lágrimas, espetaculosidades ou idéias retrógradas… é “senso de realidade”.Carinho 2 

Sensibilidade então é aquela bagagem que o andarilho de Deus conseguiu reunir no aproveitamento das muitas estradas percorridas e que perante um fato consegue analisá-lo, verificar sua essência e tomar uma atitude não com os sentidos externos, mas com o grande sentido da percepção que passando pelo coração e filtrado pela razão é logo posto em execução.

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A detecção e a análise do fato sempre serão feitas pela minha razão. Utilizando-me do “senso de realidade”, as percepção e sensibilidade de meu coração executarão a tarefa.

Aproveitando intervenção de querida amiga que me dizia hoje que ‘o importante não é mudar de ano, mas mudar de atitudes’, chego à conclusão que sua afirmativa é “senso de realidade”, pois desejar que por si só o ‘ano novo’ me proporcione melhores atitudes será não detectar a essência da oportunidade do tempo que se me apresenta pela frente.

UMA BOA MUDANÇA DE ANO E DE ATITUDES PARA MIM E MEUS QUERIDOS!

Sintonia e expressões em itálico são do cap. Grau de sensibilidade, pag. 195 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Verão de 2012). 

Resumindo: Flora e Zéfiro, personagens mitológicos greco-romanos, se enamoraram apesar de serem completamente diferentes. Ela, divindade dos vegetais, branda e terna e ele, vento Oeste, impetuoso e destruidor… Como poderia dar certo o namoro?

O amor fala mais alto e Zéfiro refreia seu sopro devastador… Flora, embora apaixonada, recusa, triste a corte de Zéfiro. Para não perdê-la ele faz altas juras de equilíbrio, paciência e serenidade. Prometeu, cumpriu e ‘levou’. Desde então o vento Oeste é uma doce brisa embalando a bela Natureza de Flora…

Toda vez que eu acreditar estar ‘pecando’, vivendo as delícias do Planeta que ‘ora me compete’, estarei cometendo o “pecado oculto”, ou aquele que me fará “viver longe do senso de realidade”.

  • Prescindir da sociedade com medo de me ‘contaminar’ é “viver longe do senso de realidade”;
  • Respeitar regras é necessário; achá-las a maioria agradáveis é antinatural; construir para elas um ‘altarzinho’, é “viver longe do senso de realidade”; e
  • Furtar-se – o brasileiro – do afago, do toque, do ‘amor com as mãos’, em nome de uma pseudo-santidade, é “viver longe do senso de realidade”.

“Permanecer como ser humano” ou “se relacionar com a Vida” é experimentar ‘do’ ser humano e ‘da’ Vida.

Somente estagiando no erro, avançarei até seu antônimo, o acerto e para o superlativo deste, a angelitude… Portanto, erros, acertos, angelitude, fazem parte de uma cadeia evolutiva.

Zéfiro só ‘provou’ de Flora – literalmente -, esvoaçando seus Naturais cabelos, porque soube cumprir etapas, ou não cometeu o “pecado oculto” de querer ser perfeito no seu mundo mitologicamente imperfeito.

Mas não se baseiem!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. A doce brisa dos ventos, pg. 81 de Conviver e melhorar de Francisco do Espírito Santo Neto/Lourdes Catherine, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).