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A Linha Evangélica é guia seguro a nos indicar se somos ricos ou pobres de Cristo.

Exclamamos: “Contrariam nossas próprias expectativas! Censuram-nos!” Estamos nos mostrando pobres de Cristo; o Mestre é sinônimo de conformação.

Pontos de vista dos outros não são os nossos? Emburramo-nos! Já os mansos e pacíficos são ricos de Cristo!

Sem o espírito cooperativista somos pobres de Cristo. Os ricos D’Ele colocam em comum suas possibilidades.

Nossas paciência e esperança são corroídas por caprichos: é a pobreza Cristã! A riqueza Evangélica se alicerça em tais virtudes.

Ora somos Luz, ora trevas: ricos em Luz, ricos de Cristo; trevosos: pobres de Cristo!

Ora obedientes, ora revoltados. Cristo a mansidão e a obediência; anticristos o oposto!

Anticristos, desesperados; Cristãos verdadeiros, serenos!

Alternamo-nos entre amores e ódios: significados de riqueza e pobreza!

Às vezes ‘estamos’ fracos; mas não ‘somos’ sempre fracos: é a riqueza tolerante do Cristo que conhece nossas limitações.

Por vezes, interrompemos lamentações; mas, via de regra, vivemos a nos lamentar: É a pobreza de Cristo!

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Paulo, no século I, exortaria os Colossenses e hoje a nós que “a palavra do Cristo habite em vós ricamente!” (3:16).

As riquezas do Cristo (enaltecidas por Paulo), ainda nos chamam à razão; ainda nos questionam se desejamos ser…

Ricos ou pobres de cristo?

Geralmente, pobres de ouro são ricos de Cristo; e pobres de Cristo são ricos em ouro…

Observemos: ‘geralmente!’

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 125 Ricamente; 1ª edição da FEB) – (Verão de 2018).

“… Para que a tranqüilidade te banhe o pensamento, é necessário que a compaixão e a bondade te sigam todos os passos. Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação.” (Emmanuel).

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A tranqüilidade, (importante instrumento da paz) é ferramenta escassa em nossos dias:

Andamos apressados, apreensivos, impacientes, desassossegados; e isso gera a intranqüilidade, avessa à Paz.

Bravos (desassossegados, agressivos, violentos) se salientam no momento atual: porque falam alto; não se fundamentam; equivocam-se e equivocam; são irritadiços…

Mansos são anônimos; aparentam não pertencer à categoria deste Planeta: são ponderados; fundamentados; mostram-se honestos em seus acertos; são a imagem da tranqüilidade!

Evitar a exasperação torna-se, pois, necessário a um exercitamento: é como se devêssemos praticar, diariamente, a Bem Aventurança “os mansos possuirão a Terra.”

O Espírito que se exercita nesse sentido, é semelhante a um “homem de bem” que se coloca no posto avançado e elevado da serenidade, observa as dificuldades de seus assemelhados com a única intenção de socorrê-los.

Tal qual o sol, que aquece a bons e maus, ou a chuva que dessedenta justos e injustos, o manso (pacífico) torna-se um olheiro atento:

Unge-se dos sagrados exemplos da Mãe Natureza, sempre divina em seus fundamentos e promotora da tranqüilidade.

Não imaginemos, entretanto, serem os outros os únicos beneficiados dessa generosidade:

Muito pelo contrário, esse homem bom e já pacificado, é o maior herdeiro de sua compreensão e bondade.

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Viver no Mundo, sem a ele pertencer, vencendo exasperações, é já “herdar a Terra” (um Planeta Regenerado) por antecipação.

Não cai a mesma chuva redentora sobre dois maus e um bom? Por acaso o Pai privará dois injustos de receber sol e só o proporcionará ao justo?

O Homem bom, generoso, manso, tranqüilo, pacífico, porque já não se exaspera, consegue entender tais caprichosidades do Pai.

O manso vive; o exaltado vegeta! O manso é herdeiro; o enfurecido é, ainda, desafortunado! Não há contra indicação em viver sem exasperar-nos!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 123 Viver em paz; 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2017).

Storm“Depois da tempestade vem a bonança”, nos dirá sábio ditado popular. Também virá a renovação do ar, a irrigação da terra prenhe de sementes e mudas, quem sabe a restauração do solo árido e o abastecimento das necessidades dos poços…

Tal provérbio também se aplicará às questões fraternais de difícil equação: Como levar a fraternidade evangélica àqueles que mais estimamos, se, por vezes, nosso esforço pode ser mal interpretado, conduzindo-nos a situações mais penosas?

A pergunta é feita por Chico a Emmanuel e a resposta será tão objetiva quanto nossa sentença popular: Resumindo-a, deixar-lhes as energias até que…

  • … possam experimentar a serenidade mental própria de todos aqueles que já ingressaram nos compromissos fraternais;
  • Abandonem os instintos animalizados, ou o lado mais inconveniente da tempestade;
  • Passem a comungar conosco de nossos desejos de serenidade e paz; e
  • Sintam-se, tal qual o ar, renovados; tal qual a terra prenhe, germinem a semente da boa vontade; afrouxem os torrões da terra árida de seus corações; e se abasteçam da compreensão recomendada na Boa Nova do Mestre.

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Para tudo há um ritmo; a Natureza não dá saltos; não convém esmurrarmos a ponta da faca; o mingau poderá estar quente… Esperemos passar a tempestade!

Há, ainda, o guarda chuva da oração, a forma pensamento de comunicação dos Espíritos – e os somos! Se a tempestade insistir usemos do artifício!

(Sintonia: questão 346 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

564376_400512339977896_100000574009150_1485292_1782676785_n“Bem aventurados os mansos porque eles herdarão a Terra” (Mateus, 5:5).

“Indiscutivelmente, o verbo foi estabelecido para que nos utilizemos dele. Chefiemos as nossas emoções (…) de modo que a nossa frase não resvale na intemperança.” (Emmanuel).

Herança é a transferência de bens a pessoas com direito ou sucessores previstos em lei ou instituídos em testamento. Figuradamente, herdeiro significa filho ou sucessor. (Wikipédia)

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Nunca, como nos dias atuais, se falou tanto em regeneração do Planeta ou na sua promoção de Provas e Expiações a Regenerado. Mas um Planeta não se auto-regenera; seus filhos precisarão elevá-lo a essa condição desde que regenerados estejam.

As qualidades morais dos que “herdarão a Terra”, no ditame de Jesus pelo evangelista Mateus, passarão, necessariamente, pela mansidão, pois somente esta “chefiará suas emoções” na busca equilibrada das demais virtudes que os fará herdeiros.

O testamento do ‘Velho’ Pai, e não o precisariam seus filhos, dado sua ‘genética’, sempre esteve lavrado: Destino, perfeição! Co-criadores! Sucessores em potencial! Filhos!

Mas a temperança, ou mansidão não é algo fácil. Adquirida a duras penas, ela abrirá o caminho das demais virtudes aos ‘sucessores’. Ao advertirem Chico e Emmanuel que “o verbo foi estabelecido para que nos utilizemos dele”, desejam dizer que o contrário “fará resvalar a temperança”; ou quando o ‘verbo começar a se utilizar dos indivíduos’ a bancarrota da temperança, mansidão, demais virtudes, promoção do Planeta… estabelecer-se-á, sendo possível que, temporariamente, estejam esses indivíduos ainda deserdados da herança da Terra Regenerada…

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Se o silenciar, tantas vezes necessário e guardião da serenidade, não for possível pela imperiosa necessidade de através do verbo desfazer enganos ou raciocínios, que a palavra seja branda e aquele “clarão que oriente aos outros e alumie a nós.”

(Sintonia: Cap. Amenidade, pg. 72 do Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Outono de 2014).