Posts Tagged ‘Servir’

amorJovem, ávido(a) por respostas, expunha suas dúvidas e incertezas sobre coisas muito profundas ante as quais, infelizmente, naquele momento, não possuíamos todas as respostas.

Embora notássemos o esclarecimento daquele Espírito (em encarnação jovem), lamentamos não dar-lhe todas as respostas que pedia e necessitava, sobre a obra do Mestre, as tragédias do Mundo atual, nossas vidas, nossa morte (desencarne) e a Vida Futura, após aquele.

Mais tarde, recolhidos ao silêncio de nossas reflexões, constatamos que talvez (ou com certeza) não vale à pena, muitas vezes, buscarmos respostas rebuscadas para perguntas ‘de seleção’ e que a simplicidade do Rabi e sua sobriedade no falar e no agir nos replicaria que todas as respostas se resumem no respeitar, tolerar e servir ou no verbo amar, simplesmente, subentendido nos três, também verbos, acima:

  1. Obra, vida e feitos do Mestre foi só amar: ‘ele’ implantaria a Lei de Amor;
  2. As tragédias do Mundo atual só existem pela vacância da tolerância, do respeito e do serviço; ou estágios no orgulho e egoísmo;
  3. Nossas vidas deveriam ser regidas por aquela Lei;
  4. Nossa morte (desencarne) será o reflexo de nossos atos perante essa Lei; e
  5. Nossa Vida Futura (um retorno à Verdadeira) será, também, o efeito de nossas próprias causas. Como artífices das causas, somos herdeiros dos efeitos.

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Amar, simplesmente, pode ser além de resposta para muitas perguntas complexas, a solução para esta nossa vida e as futuras; mesmo concordando com William Shakespeare que disse “haver mais coisas [ou mistérios] entre o Céu e a Terra do que possa imaginar nossa vã filosofia…”

(Outono de 2017).

er7_re_mj_ressucita_570kbps_2015-02-17a85dbe12-1d23-4855-8882-14e01f2cb330-thumb“Há companheiros que dormem indefinidamente, enquanto se alonga debalde para eles o glorioso dia de experiência sobre a Terra. (…) De maneira geral, assemelham-se a mortos preciosamente adornados.” (Emmanuel).

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A letargia, de causa fisiológica ainda não identificada, leva o indivíduo a um estado enfermiço em que as funções vitais parecem suspensas; a inércia é absoluta; e ao corpo é dada uma aparência de morte. (Wikipédia).

Enquanto que a Natureza obra de uma forma perfeita pelos desígnios do Criador; enquanto que os ciclos da semeadura, germinação, floração e frutificação acontecem; enquanto que os animais procriam, nascem, crescem, acasalam e procriam novamente; enquanto os cursos d’água brotam, se avolumam, contornam montanhas, delas se precipitam e finalmente confraternizam com o mar…

… Nós, da espécie humana e muitos dos que nos intitulamos ‘filhos de Deus’, e nos ‘rotulamos cristãos’, ainda não aproveitamos as horas que perfazem os dias; os anos que reúnem dias; e a bendita reencarnação que é feita de determinados anos. Outras vezes despertamos e sem muito esforço pedimos que esse Deus nos ajude ou que Cristo nos envie seus Emissários: comportamos-nos como os letárgicos de Deus

Paulo irá sacudir os gentios de Éfeso (Ásia Menor, atual Turquia), exortando-os: “Levanta-te dentre os mortos e o Cristo te iluminará.” Não tenhamos dúvidas que a advertência do Apóstolo, nestes dias de letargia planetária, também é endereçado a nós. Continuará Paulo de Tarso: “Desperta, tu que dormes!” Em realidade o Planeta está em estado patológico porque nós estamos com a ‘doença do sono.’

Tem cura? Sempre tem! Conhecemos tanto a profilaxia como o remédio principal; mas quem disse que temos a vontade de usá-los? Abnegado, Emmanuel irá declinar os nomes de tais remédios e solicitar que nos salvemos a nós mesmos; que os mais ‘despertos’ informem aos mais ‘sonolentos’ que: fazer algo em benefício do progresso coletivo; trabalhar na sementeira e na seara do bem; buscar recursos, mesmo que improvisados; e trabalhar o entendimento dos irmãos fragilizados, é, ao mesmo tempo, a prevenção, o remédio e a cura.

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Levanta-te dentre os mortos e o Cristo te iluminará, gera uma cadeia de reação: O esforço de despertar; que promove o auxílio do Mestre amoroso (a iluminação); que irá produzir o trabalho cooperativo; e que conceberá um clarão maior a todos.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 66, Acordar e erguer-se, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2016).

ego-blog-slide“Quando em verdadeira comunhão com o Senhor, não podemos desconhecer a necessidade de retraimento de nossa individualidade. (…) Em assuntos da vida cristã, as únicas paixões justificáveis são as de aprender, ajudar e servir.” (Emmanuel).

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Em nossas exposições, palestras ou considerações evangélicas, quando contamos nossas próprias histórias, condimentadas até de fanfarrices, gabolices e bravatas, desviamo-nos quase sempre do propósito apostólico, qual seja termos o Cristo como grande Planificador da Obra. ‘Pecamos’, portanto, quando não retraímos nossa individualidade.

Aprender, ajudar e servir, quando em verdadeira comunhão com o Senhor, dispensa, portanto, na nossa prosa, toda a inclusão do ‘eu’; em último caso, ou quando esta possibilidade for realmente útil, que sejam histórias curtas e as mais edificantes possíveis…

Em todas as situações em que tivermos aprendendo, ajudando ou servindo, termos o Mestre como centro de nossas explanações e/ou atividades, será a grande estratégia, pois as mensagens, os gestos e os feitos do Rabi sempre serão os mais assertivos; isentos de quaisquer equívocos.

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A nossa única interferência sensata; a única paixão que nos competirá; e a única justificativa plausível nas Obras do Mestre será aprender, ajudar e servir. O resto será por conta dos ainda cacoetes de nosso personalismo…

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 55 Elucidações, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

De malas prontas para mais uma mudança, esta não é a primeira vez que saio de uma casa para um apartamento. Nos idos de 1995 saíamos, minha família e eu, de uma casa para um apartamento que adquirimos em Pelotas. Hoje, após 13 anos morando em casa no Cassino, estamos de volta ao mesmo apartamento. Sair de uma casa para um apartamento é complicado, pois metade das tralhas que a casa consegue comportar, não cabe no apartamento: É a hora de doar…

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A operação supracitada é a doação material e entendo-a como doar, pois acabo me desfazendo de coisas que possuem um valor estimativo, mas não poderei levá-las. Então eu as dôo a pessoas muito queridas, o que não deixa de ser salutar.

Doar-se, já é algo mais espiritual. Para este ato, não há a necessidade que disponhas de algo material, mas pressupõe arrumares tempo para: Uma tarefa voluntária; uma palavra agradável e animadora; ou uma prece, vibração benfazeja em favor de um precisado…

Em ambos os casos eu sou chamado a ou oferecer algo do que eu tenha ou algo do que eu seja. É este segundo quesito que gostaria de abordar:

  • A melhor imagem de ‘se doar’ é a da vela que, consumida por inteiro, iluminou a vida de mais de uma pessoa… Encetar uma meia ou hora inteira em um serviço voluntário é reverter um tempo que seria destinado ao meu lazer para sufragar ou minimizar carências alheias. Esse ‘doar-se’ está à disposição de todos os de boa vontade em todas as Casas Espíritas que conheço e em muitas outras ONGs ou entidades sérias. Quando mudo de endereço, é possível que troque geladeira, fogão, móveis… mas ela também supõe também a escolha – uma escolha séria – de um novo lugar para realizar esses trabalhos voluntários. Quanto a isso não tenho a menor dúvida que em Pelotas, com 41 Sociedades Kardecistas, vinculadas à LEP, estará reservado aquele lugarzinho que, não por acaso, estará destinado à Maria de Fátima e a mim;
  • A boa palavra é gratuita e benfazeja; a má, também é gratuita, só que pestilenta. Utilizarem-se as pessoas do dom da palavra fácil e boa para se doarem é, tanto quanto o trabalho voluntário, a maneira que pessoas de boas falas realizam o apostolado na entidade que escolherem trabalhar. Aí não lhes faltará um ESDE a coordenar; exposições simples, mas doutrinárias a realizar; atendimentos fraternos a desconsolados; doutrinação em mediúnicas, realizando uma conexão entre planos físicos e espirituais, encarnados e desencarnados. De mais a mais, a boa palavra é utilizada a qualquer momento do dia ou durante a libertação da alma do indivíduo por ocasião do sono. Expressões animadoras em casa, na rua, no trabalho, no lazer, na reunião, além de roubarem espaço à prosa pífia e até chula, é a maneira de se doar sem necessitar de recursos amoedados; e
  • Orar, vibrar, emanar bons sentimentos é conectar, à distância, amigos necessitados com a Espiritualidade Maior. “Pedi e recebereis; batei e ser-vos-á aberto” associado ao “amai-vos” é a maneira que gentilmente indivíduos cumprirão, ao mesmo tempo, dois preceitos do Mestre, pois se orar por si é importante, orar pelos outros e até pelos inimigos será a maneira de se doar e demonstrar ao semelhante que me importo com ele.

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Mudanças são necessárias; a ansiedade enquanto ela não se concretiza poderá sufocar um pouco. Enquanto não se efetiva, quem sabe doar-se e doar um pouco?!

(Sintonia: Cap. Petição de servidor, pg. 117 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Inverno gelado de 2013).