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“Fortaleçamo-nos no Senhor e sigamos de alma erguida, para frente, na execução da tarefa que o divino Mestre nos confiou.” (Emmanuel).

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Quando Paulo deseja aos Efésios (e a nós) que “sejamos fortalecidos no Senhor” (6:10), não enxerga nisso custódia, protecionismo; supõe deveres.

Nosso maior ou menor enquadramento às Leis eternas – os deveres – nos dirá se estamos nos fortalecendo ou não:

Recursos financeiros não nos financiam invulnerabilidade; os que a traça não corrói, sim!

Posse de terras ainda nos deixa vulneráveis; a posse “da Terra” supõe invulnerabilidade.

Beleza física é vulnerável; a espiritual, invulnerável, se incorpora, armazena-se ao nosso corpo fluídico (perispírito).

Parentes importantes deixam de sê-lo; afeições de almas incluem-nos ao amor Universal: este, parentela invulnerável; aqueles, vulneráveis.

Popularidade despenca em estatísticas; a evolução dos Espíritos, invulnerável, não retrograda.

O poder político nunca foi tão vulnerável no Planeta; sinceridade e transparência são invulneráveis.

As vitórias no plano físico são efêmeras; invulneráveis são as vitórias contra nossas inclinações más.

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Paulo de Tarso nos apresenta o Senhor como nossa fortaleza. Ambos, mais do que ninguém, evitaram o vulnerável e se fixaram no invulnerável:

E o invulnerável para eles era o dever bem cumprido [perante] as Leis eternas.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 111 Fortaleçamo-nos; 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2017).

madreterezaDidaticamente, diz-se que combustível é toda a substância capaz de gerar uma energia na forma de calor, chama ou gases, transformados em potencial capaz de movimentar algo…

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Analisando os diversos e mais nobres predicados dedicados à abnegação, quais seja altruísmo, dedicação, desinteresse, desprendimento, desvelo, devotamento, sacrifício, generosidade, renúncia… chega-se à conclusão que abnegação será sempre o combustível que move ou estabelece a fraternidade. Não pode, portanto, a fraternidade manifestar-se sem a abnegação, pois quem coopera cede sempre alguma coisa de si mesmo, dando testemunho de abnegação.

Uma cooperativa – e a fraternidade é uma – sempre será alimentada pela colaboração do potencial de cada ‘associado’; será a parte ou a doação de cada um para o bem do todo: Imaginemo-nos ao redor de uma agradável fogueira onde todos os beneficiados a alimentam cada um com sua achinha de lenha…

… Abnegação será essa doação, ou a achinha de cada um que irá aquecer o todo; o combustível que irá manter o fogo aceso.

A mesma fogueira ficaria desabastecida – sem combustível – no momento em que todos os indivíduos desejassem usufruí-la, mas negasse cada qual sua achinha de lenha. Seria o ego ou o personalismo de cada um se sobrepondo à generosidade, à doação, à colaboração… necessárias a manter a fraternidade acesa.

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A sinceridade sempre será o atributo que legitimará tal entrega, tornando verdadeira a cooperação.

(Sintonia: questão 350 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

dark-girl-light-Favim.com-500669Emmanuel, questionado por Chico se o Espírito, antes de encarnar, escolhe também [suas] crenças ou cultos, não responderia sim ou não, mas orienta-nos que todos os Espíritos, reencarnando no planeta, trazem consigo a idéia de Deus.

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Como nosso Espírito é o somatório de nossos investimentos, também o nosso Deus hoje é o produto do acumulado de experiências religiosas anteriores e atuais…

Se nesta revivência ou em vivências anteriores, estivemos reféns de práticas exteriores; se fomos cabresteados por crenças que nos ameaçaram com um deus vingativo, opressor ou juiz carrasco, certamente que incorporamos em nosso eu tal conceito de divindade.

Mas se ‘ontem’ ou hoje, dando um basta na opção anterior, passamos a considerar um Deus Soberanamente Justo e Bom e num esforço sincero de evoluir, optamos pela reflexão e pela pesquisa incessante, especialmente das causas e seus efeitos, Deus em nós hoje já tem nova concepção.

A Doutrina da Terceira Revelação, que se fez na hora exata, precisou que em determinada época, Espíritos de Relevância lhe fossem potenciais precursores:

Sem citar todos, até por falta de espaço, reportamo-nos a Martinho Lutero (1483 -1546), que ao realizar a Reforma Protestante passa a exumar a “letra” dos Evangelhos, enterrada até então por intolerâncias generalizadas.

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A escolha de nossos credos será sempre diretamente proporcional ao nosso estado evolutivo: O que desejamos, um Deus que informa e transforma, ou as ilusões [e a ineficácia] do culto externo?

(Sintonia: Questões 295/6 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, editora FEB) – (Verão de 2015).

Captain-Jack-captain-jack-sparrow-14117613-1242-900Sou um desses loucos reformadores do código penal que instituiu a indiferença e a inveja como estupidezes que deveriam ser enquadradas como inafiançáveis.

Sou um desses loucos que conversa com o passarinho do relógio e dialoga com o cachorrinho, a sós ou acompanhado por ‘outros animais de duas patas’. Seguidamente me vejo convidando meu cãozinho para que me leve a passear.

Minha demência permite indignar-me com os ‘sábios’ que ignoram porteiros, lavadores, varredores, guardadores, garis, zeladores, jardineiros e afins.

Meu desalinho me permite ainda soluçar perante o belo, o poético e o agradável; ante o bem feito, o correto e o supostamente ajuizado.

Sou um desses loucos que classifica a indiferença como a borra das borras da indelicadeza. Pessoas poderão ser até estúpidas, esporadicamente; é perdoável! O frio descaso é inabonável!patch & shira nosepick

Sou um desses desequilibrados que prefere a simplicidade e até a simploriedade às importâncias dos moldados padrões. Num dia desses emocionei-me com o velho do saco, tive vontade de ajudá-lo e perguntei-me se ele o permitiria, dado a expiação que certamente carregava em seu fardo?!

Sou um desses peões a quem ainda encanta o olhar da amada prenda do rancho, das coisas simples do lar e do prazer dos amigos, palpáveis ou virtuais; desvario para esta época, talvez!

Sou um desses ‘estúpidos’ que poderá não te dizer coisas muito doces. Necessárias, talvez!

Sou um desses loucos que de políticos e operadoras não espera graças; milagres nem pensar! Quando muito, favores!

Sou louco mesmo, pois os ricos chamam-se excêntricos: Se eu ligar para um banco, no máximo que receberei será adjutório. Já se ligar para a Espiritualidade Amiga, favores será o mínimo que me proporcionará…

Sou um desses loucos que se indigna com as bondades não veiculadas e se entristece com tantas ruindades badaladas, anunciadas e requentadas. Se isso for bipolaridade, assim me declaro!

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Se és um desses loucos, dementes, desalinhados, ‘estúpidos’, ‘desequilibrados’, desvairados, bipolar… convido-te a ser meu amigo ou homologar tua preferência por mim!…

Sintonia com algumas letras autênticas do cancioneiro do Levante da canção gaúcha, Capão do Leão-RS – (Inverno de 2014).

“Dois homens subiram ao Templo para rezar… O primeiro, juntinho ao altar mor orava em alta voz e gabava-se perante o Senhor, dizendo, entre outras coisas que era justo, pagava seus impostos e que não era como o ‘pobre coitado’ que, ao fundo da igreja não ousava levantar os olhos, porém batia no peito e dizia ‘tem piedade de mim, Senhor, pois sou um pobre pecador’…” (Resumo da parábola do fariseu e publicado).

Encanta-me este parábola, uma das tantas contadas por nosso Mestre. Há que se considerar:

  • Para orar eu não preciso ‘subir’ ao templo. Não posso, entretanto, menoscabar esse sadio local de ‘encontros’. Não era da preferência do Messias, mas nesse local esteve, ensinando, admoestando, paraboleando… Até defendeu-o, na ocasião em que vendilhões ali faziam comércio! Mas, como dizia, para orar preciso tão somente estar reunido ao redor das franquezas de meu coração.
  • Fariseu é um hipócrita honesto; hipócrita é um fariseu desonesto. Fariseu é assumido quanto à sua hipocrisia; já o hipócrita esconde-se atrás de seu farisaísmo.
  • Posso até combater a hipocrisia, mas em dizendo que não o sou já estarei sendo…
  • Não devo à noite, perder o sono ante meus desacertos, mazelas, dificuldades… Com o clarear do dia despertarão todas as oportunidades de renovação.

Se fariseus, hipócritas, dissimulados, “vivem longe do senso de realidade”, certamente o “pecado oculto” lhes ronda a alma.

Para não perder a ‘lição’ da parábola: O publicano saiu justificado. O fariseu comprometido.

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. A doce brisa dos ventos, pg. 81 de Conviver e melhorar de Francisco do Espírito Santo Neto/Lourdes Catherine, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).

O período carnavalesco, esse que adentrará em breve é como aquele baú do tesouro do qual fala Jesus em Mateus 6, 21 “porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração”.

Neste período, abrirei então o meu baú carnavalesco e retirarei dele o que bem desejar: Poderão ser alegria, confraternização, reencontros agradáveis ou, numa segunda alternativa – e macabra -, dissimulação, falsidade, disfarces, engodo…

  • Na primeira hipótese, estarei direcionando minhas folias para um rumo sadio, ou seja, dentro de minha ética, para uma direção na qual não estarei machucando – ofendendo, afrontando, provocando – a mim mesmo e tão pouco aos outros. O mais gratificante, no meu caso, é que se trata de um período que reencontro pessoas muito queridas que muitas vezes só as vejo nesta época; dessa forma, meu folguedo será curtir essas pessoas.
  • O que não desejo é abrir o meu baú e daí retirar fantasias, adereços, acessórios e – o que há de mais perigoso nesse baú de carnaval – as minhas máscaras. Estaria, dessa forma, me travestindo com fantasias para não ser reconhecido em meus atos de afrontas. Dissimularia meu rosto com todas as máscaras possíveis a fim de machucar e provocar sem ser reconhecido. Engalanar-me-ia com os engodos de complementos e adereços para seduzir a quem? De mais a mais estes nada têm a ver com a simplicidade que vivo apregoando.

É! Meus amigos, onde estiver o meu carnaval, aí estará o meu coração… Digo-lhes, com sinceridade, que desejo para mim e para todos os que amo o carnaval da primeira hipótese!

Pensem nisso!

(Verão de 2011/12).