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“Quantos de nossos gestos insignificantes; quantas frases, aparentemente inexpressivas, alcançam o próximo, gerando inesperadas resoluções!” (Emmanuel).

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Somos uma Humanidade gregária: somos vistos, ouvidos, lidos, alcançados nos diversos rincões do Planeta.

Em diversos idiomas, modos, comportamentos, gêneros literários… influenciamos, somos influenciados. Fermentamos; fermentam-nos! Manipulamos; somos manipulados!

Pequeno gesto de noss’alma diante do desesperado poderá devolver-lhe perspectivas.

Frase curta, bem colocada, ao inclinado ao suicídio, poderá iluminar-lhe o desejo de voltar à vida:

A expressão socorro poderá ser formulada ‘por aqui’, mensagem, torpedo, ‘disques’, via celular… desconsidera-se,  hoje, distâncias.

Consideremos, entretanto, boas oportunidades presenciais: aos agoniados do passe, no atendimento fraterno, conselhos:

Na fluidoterapia (passe) de ontem, encarnado fragilizado dizia-nos ‘não ter vontade de viver: muitas perdas!’ Mas a quem ‘perdemos?’ E viver não é uma dádiva? Respostas adequadas e doutrinárias!

Como interlocutores, agimos e reagimos ao escutado, visto, a modos, ao publicado… Extasiamo-nos, nos emocionamos, rimos, choramos. Reagimos diversamente!

Com condutas abertas (mais corajosas), precisamos ter responsabilidade sobre as forças que projetamos:

De sugestões; dos que dirigem; são dirigidos. Dos que administram; dos que expõem; dos que ensinam; que aprendem…

Qual o caminho que nossa atitude (falada, escrita, gestual…) está indicando? Será salvador? Fundamental a questionar-nos!

Também, que tipo de influências estamos colhendo daquilo que assistimos, lemos, presenciamos: sabemos já filtrá-las?

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Fermentamos; fermentam-nos! Assim já se referia Paulo de Tarso (I Cor, 5:6): “Não sabeis que um pouco de fermento leveda a massa toda?”

Se gerarem inesperadas resoluções, nossas boas atitudes, falas, escritos, gestos, se classificarão como fermentação misericordiosa e inusitada!…

Mais importante que a extensão de nossa influência, é a sua qualidade!…

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 108 Um pouco de fermento; 1ª edição da FEB) – (16 de agosto; inverno de 2017).

img_290402_20150417Esclarece-nos o fragmento da questão 394 de O Livro dos Espíritos: “Para nos melhorarmos, dá-nos Deus exatamente o que nos é necessário e basta: a voz da consciência e os pendores instintivos. Priva-nos do que nos prejudicaria. (…) Se nos recordássemos dos nossos precedentes atos pessoais, igualmente nos recordaríamos dos [atos] dos outros homens, do que resultariam talvez os mais desastrosos efeitos para as relações sociais.”

Dessa forma, utilizando-nos de analogia social, véu do esquecimento é um grande baile de máscaras, promovido por nossa Divindade para que nele bailem ‘de par’ desafetos milenares. Priva Deus os dançarinos de se recordarem de algo de vidas pregressas que certamente “os prejudicaria.”

Fugindo à nossa analogia, o véu se aplicará nos diversos segmentos das sociedades; nas famílias principalmente, no trabalho, nos lazeres, etc. Nesses agrupamentos, onde bailas serão substituídas por fainas, “a voz da consciência e os pendores instintivos” nos exigirão que observemos os sinais; que levemos em conta as evidências…

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Véu do esquecimento – ou baile de máscaras – é um dos mais apurados e racionais produtos do sexto atributo de nossa Divindade: Soberanamente Justo e Bom!

(Outono de 2017).

bc3adblia1“Com um simples adjetivo possessivo – “Pai-nosso” – o Mestre nos exalta a compreendermos as necessidades e as aflições, os males e as lutas de todos os que nos cercam…” (Emmanuel).

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“Quando orardes, – ensinou o Mestre – dizei ‘Pai-nosso’”… Não nos sugeriu que pronunciássemos “Pai meu, ou teu, ou seu, ou vosso, ou seu”, mas “nosso”, chamando-nos a uma compreensão abrangente; concitando-nos a não vivermos isolados; conclamando-nos a uma sociedade que se importa; preocupando-se com um Progresso que depende das habilidades ímpares de todos; e que, por ser o Planeta ainda de provas e expiações, necessidades, aflições, males e lutas campeariam, ainda por bom tempo no Orbe Terra.

Que maravilha: um pronome possessivo adjetivando um Pai soberanamente – e, convenhamos, oportunamente –  Justo e bom! Ou o atributo exatamente dentro de nossas necessidades de Terráqueos.

A prece dominical que começa com louvores e termina com várias rogativas, informa-nos de um Reino que é para todos, não havendo, portanto, pré-destinações; da pluralidade dos Céus do Pai; que a Terra é, apenas, uma de Suas Pátrias; que o pão do corpo e o do Espírito deve ser comum e não individual, meu ou teu; que devemos nos perdoar mutuamente, a mancheias e não estabelecendo cotas; que, a favor da promoção Planetária, será conveniente não sucumbirmos ao mal; e que o bem comum deverá ter uma perseguição constante…

Nada, portanto, de individual, no Pai-nosso; tudo coletivo; tudo possessivo plural! Todos os triunfos ou fracassos nos pertencem; por eles somos responsáveis, pois a prece, bem compreendida, assim ecoa nos hemisférios norte e sul; no ocidente e no oriente.

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“Pai-nosso”, o maior antídoto ao império do eu!

Sintonia : Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, em seu Cap. 77 Pai-nosso; 1ª edição da FEB – (Verão de 2017).

aprender-e-ensinar“A ideia de que ninguém deve procurar aprender e se melhorar para ser mais útil à Revelação divina, é muito mais uma tentativa de consagração à ociosidade que um ensaio de humildade [iniciante]. O Evangelho não endossa qualquer atitude de expectativa displicente.” (Emmanuel).

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Indivíduos, em todas as épocas, optaram pelo monastério, clausura ou retiramento, pensando serem úteis a si mesmos e às sociedades. Buscavam ficar atentos aos ‘avisos dos Céus.’

Embora não desdenhemos que nesse universo de pessoas houve estudos importantes, traduções de peso e a busca de contemplação e inspirações…

… Somos obrigados a analisá-los à luz das respostas dos Sábios, encontradas em O Livro dos Espíritos, quando este aborda a Vida de Insulamento e Voto de Silêncio:

Será “duplo egoísmo” viver “em absoluta reclusão, fugindo ao pernicioso contacto do mundo”, pois além de nos ‘acomodarmos’ perante as ações cruéis da sociedade atual, nos impediremos de fazer o bem possível à mesma sociedade. Continuarão os Sábios: “O voto de silêncio absoluto, do mesmo modo que o voto de insulamento, priva o homem das relações sociais que lhe podem facultar ocasiões de fazer o bem e de cumprir a lei de progresso.”

Entendemos que será em sociedade, com todas as suas ‘armadilhas’, que teremos as melhores oportunidades de aprender e nos melhorarmos.

Aprender e se melhorar, faz parte da vida que é “curso avançado de aprimoramento”:

mulher-meditando-60991Aprender é todo o universo intelectual: educação e esforço que gera progresso; é melhorar e avançar; exercício da inteligência, da cultura e do trabalho; o serviço que precisa ser entendido como fonte de recursos, não só o remunerado, mas também o não remunerado e ‘roubado’ das horas de lazer e descanso.

Melhorar-se revela todo um universo moral: é o que fará de nossas lutas o burilamento do Espírito principiado simples e ignorante; é declarar que os recursos que em nós dormitam são de ordem divina; será avançarmos porque estamos melhorando e melhorando porque estamos avançando; porque estamos buscando em nosso íntimo de genética divina, os melhores dons; melhorar-nos exigirá de nós serviço, fraternidade e “ação pessoal e incessante no bem” promovendo nossa evolução.

Compreendamos como sagradas as promessas de Jesus: “dar-se-nos; acharmos; e abrir-se-nos”, mas com o esforço e a responsabilidade de “pedirmos, buscarmos e batermos.” (Lucas, XI, 9).

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Aprender é a grande e necessária dedicação ao aprendizado teórico para realizarmos o que é mais importante: a prática! Melhorar-se será colocar em prática tudo aquilo que de bom útil e necessário aprendemos; é o serviço que homologará nosso aprendizado.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 54 Procuremos com zelo, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

12376016_1023487627713766_3655852493391827333_nMeu posto de abastecimento de combustível, como muitos o fazem, oferece uma lavagem expressa para clientes que abastecem uma quantia ‘x’ de álcool ou gasolina.

Não tenho muita paciência para enfrentar a fila da lavagem que, na maioria das vezes, é muito extensa. Mas quando se ‘quadram’ meu tempo, a fila e a ‘sede’ do automóvel, aproveito o serviço.

O prestador de tal serviço é um jovem muito simpático, alegre, atencioso e com os dentes ‘adornados’ por aparelhos corretivos.

Percebi que, quanto mais assíduo ficava, mais o jovem caprichava na lavagem (não que desleixasse com os demais).

Fico imaginando que inúmeros clientes ali comparecem com seus automóveis portando adesivos e, como sabemos, os mais freqüentes são: adesivos-família; ‘Jesus salva’ (concordo parcialmente com este); ‘Deus é fiel’ (será que o condutor é?); ‘Eu respeito os pedestres’ (educativo); ‘Foi Deus que me deu’ (os meus comprei-os todos!); ‘Conduzido por Deus’ (o melhor dos Pilotos automáticos). Além de muitos partidários, religiosos, esportivos e promocionais. O mais curioso que tenho visto foi este: ‘Deus é fiel! Já a vizinha do 501…’

Como cada adesivo transmite um recado, fico imaginando que o jovem trabalhador fique fazendo comparações entre a mensagem do adesivo e o comportamento do cliente (aqui, suposições minhas…)

Embora gratuito, gosto de colaborar com o jovem trabalhador: Para não constrangê-lo, na primeira vez consultei-o. Agora sempre lhe entrego o tíquete do vale lavagem e algo a mais que lhe informo ser para colaborar com sua merenda. E ambos ficamos satisfeitos…

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Após todas estas reflexões, enquanto esperava minha lavagem, percebi que também meu automóvel possuía, no vidro traseiro, adesivo de nosso querido Recanto de Luz, onde, entre outras coisas assim se expressava: “Disciplina, paciência e união – Dedica um dia ao Evangelho no Lar.”

Tomara tenha sido eu aprovado se, por acaso, o jovem tenha visto meu adesivo e reflexionado sobre meu comportamento…

(16 de dezembro, primavera quente de 2015).

shutterstock_hands-600x300O associativismo cooperativista tem como um de seus fundamentos o progresso social da cooperação e o auxílio mútuo, segundo o qual aqueles que se encontram na mesma situação desvantajosa de competição conseguem, pela soma de esforços, garantirem a sobrevivência. (Wikipédia).

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A fraternidade – segundo Hammed, Espírito, “a religião superior ou natural do futuro” – não deixa de ser um cooperativismo.

Cooperativas sempre será uma troca de auxílios ou o ‘feixe de varas’ que torna o todo mais robusto. À cooperativa, ofereceremos os produtos de nosso esforço e competência. Serviremos aos demais cooperados com nossos produtos e teremos ao nosso dispor produtos e serviços outros.

A fraternidade é, também, uma troca de ajudas. Vivendo ainda num Orbe, em situação desvantajosa de competição com nossas más inclinações, seremos o auxílio dentro de nossas competências e seremos auxiliados em assuntos para os quais ainda não possuamos competência.

Num Planeta já regenerado, ou onde se aplicará a “Religião do Futuro” de Hammed, a tônica será só a cooperação, pois já não haverá mais a predominância do mal e este está vinculado intimamente ao egoísmo.

Ao permitir ser ajudado por Simão de Cirene Jesus nos lecionará sobre a necessidade de cooperação fraterna entre os homens, em todos os trâmites da vida. Ou, em todas as trilhas, óbices, estorvos e embaraços, se sustentados pela cooperativa fraternidade, tais trâmites se nos apresentarão mais leves, pois cooperativados seremos, e, como o feixe de varas, mais fortes.

Jesus, no episódio, ainda nos lecionará que Simão, de Cirene, considerado naquela época como gentio, pois de fora do território Judeu professaria a mais afetuosa fraternidade quando, superando o “ser religioso” desenvolveu em si o “ser religiosidade.”

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Nossa vida, ainda carnal, necessita da analogia da cooperativa terrena para conseguirmos entender que nas questões do Espírito também precisamos de boas parcerias encarnadas e desencarnadas para suprirmos as desvantagens sobre as teimosias que ainda teimamos em colecionar.

Parafraseando o discurso de certo cacique norte-americano Seattle, diríamos que “tudo o que acontece com a cooperativa acontece com os cooperativados. O associado não tece a teia da cooperativa. Ele é apenas um fio. Tudo o que faz à cooperativa ele faz a si mesmo”; e aqui entendamos a fraternidade como uma cooperativa.

Jesus buscaria seus cooperadores dentre as diversas classes sociais e a caminho da hora derradeira, não declinaria da ajuda de Simão de Cirene para auxiliá-lo a carregar a cruz.

Confrades, e como são pesadas as nossas!…

(Sintonia: Questão 316 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, 29ª edição da FEB e Os prazeres da alma, de Francisco do Espírito Santo Neto, ditado por Hammed, Cap. Afetividade, 4ª edição da Boa Nova) – (Inverno de 2015).

vacina-contra-rotavirus_0“A caridade e a fraternidade não se decretam em leis. Se uma e outra não estiverem no coração, o egoísmo aí sempre imperará. Cabe ao Espiritismo fazê-las penetrar nele.” (ESE, XXV, 8)

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Enquanto que fraternidade é o conveniente consórcio de talentos a benefício de uma comunidade, caridade é nossa quota de retribuição aos consorciados, mormente aos menos aquinhoados de possibilidades materiais, morais e intelectuais.

Sempre que numa confraria, estivermos exercitando mais o ‘seja feita a vossa vontade’ do que o ‘venha a nós o vosso reino’, estaremos utilizando ambas as virtudes como imunizantes contra nosso egoísmo.

Como se salvam nossas ‘almas’; como se salva uma confraria; e como bem sobrevive uma sociedade? O Espiritismo nos faz penetrar tal ensinamento através de sua máxima maior: “Fora da caridade não há salvação!” A caridade e a fraternidade não nos levam somente ao Reino dos Céus, mas tornam-nos possuidores da Terra e amados pelos quais nos dedicarmos.

Mas por que dar crédito a Kardec? Porque ele não era um aventureiro! O ilustre Lionês ‘largou’ emprego bem remunerado, – era um professor de renome – passou a viver do ‘patrocínio’ de sua esposa Amélie Gabrielle Boudet, para que, com conhecimento de causa, observações e Informações, esclarecesse tais verdades que nos libertam.

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Nossas iguarias, lar, bem-estar, inteligência, autoridade… estão todos ancorados por confrades dedicados que diuturnamente por nós se devotam. Todo o retorno em forma de caridade e bem querença a eles retribuídos, vacinar-nos-á contra o egoísmo e homologará nossas verdadeiras associações.

(Sintonia: Cap. Comunidade, pg. 224, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Outono de 2015).

mel-como-funciona-a-extracao-e-a-exploracao-da-abelhaParadoxalmente, “negar-se a si mesmo, tomar a cruz e seguir Jesus” (Marcos, 8: 34), não significa darmos as costas ao social, mas vem de encontro a todas as dificuldades de convivência com tal sociedade.

Quando Emmanuel nos diz que nossas cruzes incluem todas as realidades que o mundo nos oferece e nos convida a esquecer-nos na construção da felicidade geral, sugere-nos a família, o trabalho, os agrupamentos sociais, como laboratório terreno para o exercício do transporte de nosso lenho. Em tais agrupamentos acontecem nossas maiores provações:

Separações – Os que amamos poderão se afastar pela natural mudança de Plano; pelas ingratidões; pelos distanciamentos… Todas doem!

Desencantos – Quantas vezes enganamo-nos ou pessoas se enganam a nosso respeito… Desencantos são tais quais felpas!

Desastres – A cada dez ‘chamadas’ dos noticiários local, regional, nacional e mundial, é possível que oito sejam notícias catastróficas que irão nos cortar a alma.

Abandonos – A lição aqui será pintarmos nossa própria história; pintarmos histórias alheias poderá nos deixar ‘segurados ao pincel.’

Provações em família – Não trabalhemos com a ilusão de que família é só regozijo; provações, ajustes, expiações, aí serão inevitáveis.

Cativeiros – Sermos cativos de compromissos pelos quais optamos será nos libertarmos perante nossas consciências.

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Tomar a própria cruz, seguir Jesus, mais que abandonarmos tudo, será abraçarmos esse tudo e fazermos dele nosso laboratório terreno.

Sermos bons cristãos; não fugirmos ao lenho; entendermos nossas provações… São todos papéis exatamente dentro do contexto de nosso laboratório terreno.

(Sintonia: Cap. Nossas cruzes, pg. 211, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Verão de 2015).

DESTACAR-SE NA MULTIDÃO“Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da humanidade. Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão a caridade.” Esta sentença, ditada pelo próprio Espírito de Verdade, há exatos 152 anos, reveste-se de sensatez: Não podemos imaginar fraternidade enquanto apartados da sociedade.

O termo frater, – irmão -por si só aponta-nos que para o exercício da virtude precisaremos estar enfrentando todos os congestionamentos que a irmandade nos apresente. Literalmente: No entrevero!

Poderemos até, em momento de introspecção, orar pelo irmão, pela comum unidade do bairro, cidade, estado, país, planeta… mas os resultados da fraternidade se concretizarão quando estivermos no corpo a corpo com todos aqueles que já amamos muito ou nem tanto; com os que comungam de nosso partido ou da oposição; com os simpatizantes de nossas cores ou contrários; com os visivelmente diferentes de nós e de opiniões opostas…

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Toda virtude que não se reconheceu [nos fornos] da experiência figura-se metal julgado precioso, cujo valor não foi aferido. Tal ‘aferição’ não se realiza no isolamento, fora do entrevero das lutas!

(Sintonia: Cap. Diante da vida social, pg.189, Livro da Esperança, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Primavera de 2014).

pensandoNos EUA e no Reino Unido, 25% das residências têm um único morador. [Já] em São Paulo, segundo o IBGE, (dados de 2010) uma em cada 30 pessoas mora só.

“Mergulhar no nosso próprio interior, ajuda a descobrirmos o que queremos e até a fazer as pazes conosco mesmos” (Monika Von Koss, psicoterapeuta, São Paulo).

São híbridos os automóveis que se adaptam a mais de um tipo de combustível: Rodarão com álcool ou gasolina; com estes ou ainda com gás…

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A felicidade significa viver cercado de gente? Sim e não! Por ser a humanidade constituída de cidadãos, almas, Espíritos híbridos, tais indivíduos viverão em situações mistas: Ora estarão cercados por outros indivíduos – poucas, muitas pessoas, multidões – ou mergulhados no recôndito de si mesmos.

Em ambas e alternativas situações, o indivíduo as aproveitará ou as desperdiçará na perseguição da felicidade: Ele poderá estar feliz cercado de muitos indivíduos ou na mais absoluta solidão e por outro lado extremamente infeliz, depressivo e abandonado se cercado por muitos indivíduos ou por nenhum.DESTACAR-SE NA MULTIDÃO

Faço aqui uma alegoria: Em sociedade, na comunidade, no meu lar, todas as informações que me chegam são absorvidas pelo grupo; é como se todos recebessem um determinado jornal, revista ou escrito, bom ou ruim, e tal periódico passasse de mão em mão; todos bebem da mesma fonte, límpida ou nem tanto. Quando estou recolhido à minha intimidade, sozinho, procurando me desligar de ruídos da TV e até do tic-tac do ‘cuco’ de minha sala, as informações me serão colocadas em escaninho muito particular, onde somente eu terei acesso; ‘eu’ as abrirei, folhearei e lerei; observe-se que a minha felicidade dependerá, também, da qualidade dessas particulares informações…

Cidadãos híbridos, os que aprendem tanto com o sossego e a introspecção, – o chamado recôndito de cada um – ou aprendem junto às multidões, são indivíduos que, independente da mista ou híbrida situação, não perdem a oportunidade de serem felizes, afinal os Bons Recados do Alto poderão vir de ambas as fontes!

Tal qual um automóvel híbrido, o cidadão que persegue a felicidade, buscará na quietude de si ou no agito da sociedade, boas respostas à compreensão de fatos e tomada de decisões.

capavermelhaPossuir o indivíduo a capacidade de se noticiar tanto em meio à multidão, como na introspecção, é a maior prova do diálogo permanente e proveitoso entre este e outros Planos menos densos…

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Em ambas as situações, o Nazareno é o parâmetro: Em sociedade recomenda os pequenos ou grandes ‘milagres’, pois que os realizava; se sozinhos, recomenda o recolhimento aos “aposentos íntimos” e a “humildade”.

Essa a receita!

(Imagem 3: Oliwia Dabrowska, a garota da capa vermelha, 24 anos; tinha 3 quando da filmagem de A Lista de Schindler – Sintonia: Cap. Quando a solidão faz bem, pg. 51 de O Evangelho é um santo remédio, de Joseval Carneiro, Editora EME) – (Primavera de 2013).