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O indivíduo, – Espírito – tal qual o rudimentar e primeiro automóvel a vapor inventado em 1678, pelo padre Ferdinand Verbiest, de Flandres (Norte da Bélgica), foi criado simples e ignorante, mas com um ‘futuro promissor’. Se o automóvel, de lá para cá teve um avanço estupendo, também ao indivíduo foi facultado avançar intelectual e moralmente. Quando o automóvel de hoje atinge uma complexidade fantástica, com recursos inimagináveis aos tempos do padre Ferdinand, o Espírito, detentor de ‘experiências acumuladas’ bem maiores que o invento, possui capacidades inatas já e por serem desenvolvidas…

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Como o automóvel, e por maior ‘bagagem tecnológica’ que possuam, os indivíduos também enguiçam. Há aqueles dias em que, ‘estacionado’ no acostamento, o indivíduo vê passarem por si todos os demais, nos seus diversos afazeres e ele ali, pifado, desanimado.  Enquanto todos – transporte, utilitários, coletivos – produzem, ele se sente à deriva, tal qual um barco no estaleiro, temporariamente inútil.

Esses indivíduos, ainda não possuidores da ‘angelitude’ e competência dos modernos carros e por viverem num Planeta susceptível a ocasionais transtornos, desalentos e abatimentos, precisarão, volta e meia, de mecânicos da Providência Divina para socorrê-los, tirá-los da deriva, dos acostamentos a que se lançaram pela própria invigilância ou descuido dos ‘sinais vitais’ que os manteriam ‘rodando’.

O que é o desânimo senão o corte ou a descontinuidade da energia e do combustível da fé e da esperança, – motivação que move a máquina fantástica que é o indivíduo – e o põe temporariamente no acostamento? As fraquezas e invigilâncias emperrarão sua caixa de câmbio e o deterão em determinado momento de sua marcha…

O veículo físico do Espírito, poderá se apresentar com seus equipamentos perfeitos: rodas, faróis, buzina, instrumentos, palancas, volante… o que há é a pane momentânea da ‘alma motor’ desse veículo, e o desânimo faz com que o combustível e a corrente elétrica não lhe chegue à parte vital.

Desejar voltar à ativa, desvencilhar-se dos enguiços da alma será o primeiro passo, pois a partir do momento em que o carro desejar sair do acostamento, uma equipe de motoristas, mecânicos, eletricistas e socorristas será movimentada pela Divina Providência, para que o doente volte a trabalhar, por singelas que sejam as tarefas afetas no lar, na comunidade, na sociedade…

Recuperar-se, reorganizar a mecânica de sua vida, ajustar o ‘ponto’ e a partir da singeleza de sua capacidade, transportar necessitados, encurtar caminhos alheios, transportar um sortido… será a melhor maneira de, saindo do meio fio, voltar a ser útil.

(Crédito inicial: Wikipédia. Sintonia: Cap. Sem desânimo, pg. 9 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Outono de 2013).