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Afastados do panteísmo (onde o todo “constitui a própria Divindade”), conectar-nos com o todo supõe nosso eu vinculado a todos os seres e coisas, criações do Pai.

As criações do Pai são somente as que ‘enxergamos?’ Muito pelo contrário, a maioria nossa visão humana não alcança:

Paradoxalmente, pessoas com determinadas características mediúnicas possuem a capacidade de ‘ver os invisíveis’, tanto os bons como os maus e o assédio que nos oferecem ou impõem.

Se existem invisíveis bons e maus, por que Deus os criou assim? Deus não os criou bons nem maus; apenas simples e recém iniciados. Eles fizeram tais opções.

Sabemos a importância das boas influências. Qual o motivo de nos inteirarmos também aos maus? É como na Terra com os visíveis. Invisíveis ainda maus também precisam de nossa compreensão, preces e socorro.

Feitas suas opções, por que Deus permite que também os maus nos assediem? Do mal advém o bem; conhecendo aquele perceberemos melhor o outro. Tudo na Criação é certo; tudo é providencial!

Voltando ao “conectodo”, qual a sua importância? Por sermos mediadores entre o visível e o invisível, ou, no mínimo inspirados – todos o são! – tal inteiração, ou aproximação de uns e de outros facilita-nos a captação, filtro, redação e transmissão de suas ‘mensagens.’

Fugindo ainda mais ao panteísmo, reverenciamos o Criador e almejamos conectar-nos cada vez mais a Ele e criaturas. Assim já se pronunciaria Paulo aos Atenienses, “nele vivemos, nos movemos e existimos.” (Atos 17:28).

Experimentemos a conexão ao todo e desde sempre teremos maior facilidade nas mediações, ou em participarmos do tráfego de mensagens entre este e os Mundos sutis.

(Inverno de 2017).

Wallpaper-eclipse-8Pobre Planeta Terra: há batalhões de eclipsados nas suas veredas! Indigentes do corpo e muitos do Espírito; soluços lancinantes das necessidades de filhos, pais, jovens e velhos produzido pelo nevoeiro de ganâncias diversas; leitos de hospitais lotados dos que não conseguem reverter ao lar; infâncias cedidas ao ilícito, ao fácil, pois lhes faltou o lar como escola e a escola como segundo lar; Espíritos enclausurados no nevoeiro da incapacidade mental; aleijumes e imobilidades de corpos e Espíritos; lares sem o pão do corpo e o pão da harmonia; e cegos da visão e do saber…

Mas, perante o horror dessas desluzências, lembramo-nos das bem aventuranças do Mestre que proclamava no Monte que “bem aventurados seriam os aflitos, os pobres de Espírito, os puros de coração, os brandos, os pacíficos, os misericordiosos…” e o Apóstolo dos Gentios, dirigindo-se à comunidade de Filipos garante-lhes que “o meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades, em glória, por Cristo Jesus.” (Filipenses, 4:19).

Então, como esperar a “glória” de Paulo se estamos ‘agora’ vivendo num mundo carnal onde, além das necessidades do Espírito, possuímos as necessidades da matéria densa? Se Paulo e o Mestre já não mais estão entre nós, encarnados?

Emmanuel nos acode lembrando-nos que os não eclipsados que possuímos braços para ajudar e cabeça habilitada a refletir no bem dos semelhantes [somos] realmente superiores a um rei que possuísse um mundo de moedas preciosas [mas] sem coragem de amparar a ninguém.

Se viver na Terra exige-nos resiliência e se já possuímos tal superação, quando Deus ‘parecer’ estar ausente da vida desses eclipsados, Ele precisa estar ‘disfarçado’ em cada irmão que esteja ao lado desses infelizes…

… Nesse momento, então, “é possível que a tua própria dor desapareça aos teus olhos” (Emmanuel) e possamos desembrumar parte que for possível da névoa que eclipsa nosso irmão…

(Sintonia: Fonte viva, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, Cap. 73, Estímulo fraternal; 1ª edição da FEB) – (Verão de 2017).

640px-Mother_Teresa“A verdadeira caridade não consiste apenas na esmola que dais, nem mesmo nas palavras de consolação, [mas também] na benevolência de que useis sempre e em todas as causas para com o vosso próximo.” (ESE, XI, 14).

* * *

Se, acidentalmente, fraturamos uma costela, perna, braço, recursos médicos nos socorrerão; a curto, médio ou longo prazo estaremos ‘novos’. Já nas inquietações de ordem moral, necessitaremos bem mais da benevolência do que de cirurgias, talas e muletas.

Orbes de Provas e Expiações pressupõem acidentes físicos e intervenções apropriadas; os calvários morais, entretanto, aqueles que necessitam da ajuda de almas já requintadas, abundarão nesses Planetas.

Ah! Se no refúgio doméstico houvesse somente as dores do parto e outras físicas que demandam naturais cuidados! Bem pelo contrário, no cadinho familiar, onde se moldam almas e se extraem impurezas de pretéritos equívocos, a benevolência deveria ser o cardápio diário: Ao mesmo tempo forte e branda; exigente e elástica; reverente e reverenciada; compreensível e compreendida.

Se o ir e o vir, a liberdade de ação, o direito de opinar, decidir, realizar, nos abençoam diariamente, quanta benevolência no pensar, no agir, no emanar precisaremos diariamente ante as vítimas de manicômios, cárceres ou leitos de expiação!

Se já podemos compreender a necessidade da dor física e também da moral, entendemo-las como expiações; mas se já cultivamos no coração a sementeira da benevolência como requinte e aroma da caridade, plantemos o serviço, alegria, a esperança até onde nossa influência o permitir.

* * *

Madre Tereza, Irmã Dulce, Dr. Bezerra de Menezes, Chico Xavier não possuíam recursos próprios para beneficência; os angariavam. Entretanto, é possível que tais vultos, no século XX, sejam o exemplo máximo de benevolência.

Entendamos benevolência como o requinte da caridade. Ora, pessoas refinadas não o ficam perante tal ou tal situação; da mesma forma, indivíduos não ficam benevolentes no ato; trazem consigo tal virtude! Questão de cultivo…

(Sintonia: Cap. Em favor da alegria, pg. 94, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Outono frio de 2014).

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Se eu tiver que ir de ré, que seja para frente;

Se eu tiver que espalhar algo aos quatro ventos, que proclame que pessoas me amam e se interessam por mim;

Se eu tiver que ajoelhar, e que não seja para orar ou por ter caído, que eu aproveite e amarre o sapato de meu irmão;

Se eu tiver que chorar, que também soluce, e que minhas lágrimas não só salguem o meu rosto, mas que sejam cheias de emoção, reconhecimento ou louvor;

Se eu tiver que me embriagar, que me inebrie do conforto que recebo de todos os meus amigos;doutores-da-alegria-e-brincadeiras

Se eu desejar ficar desleixado, que eu relaxe meu stress minha impaciência, minha afobação… Aquela minha algariação!

Se eu precisar deixar cair de minhas mãos o evangelho ou o livro de que mais goste, que seja para elas socorrerem, soerguerem, transportarem…

Se eu tiver que me arrazoar, que use o coração para fazê-lo;

Se eu tiver que dizer que te amo, que te faça, antes, qualquer bem para provar o meu amor; e, finalmente,

Se eu tiver que empregar a força que a utilize no combate aos meus defeitos que me tornam menos digno perante mim, perante ti e perante minha Divindade.

(Verão de 2013).

“… Detiveram certo Simão de Cirene, que voltava do campo e impuseram-lhe a cruz para que a carregasse atrás de Jesus”… (Lucas, XXIII, 26).

Simão, oriundo de Cirene, região do norte da África – atual Líbia -, vivia numa importante comunidade judaica e é muito provável que por ali passasse em direção a Jerusalém para a celebração do ‘Pêssach’ (Páscoa). Dessa forma, Simão se configura como sendo a imagem do socorro, da ajuda, amparo, auxílio…

Autorizada que foi minha reencarnação neste Planeta de Provas e Expiações, o Divino Pai jamais me deixará entregue à orfandade; ou, sempre estarei, desde que assim o deseje, confiado a uma hierarquia socorrista envolvendo desencarnados e encarnados…

Há que se considerar, porém, não desacreditando do auxílio Espiritual, que o primeiro adjutório sempre me advirá de camaradas meus encarnados – parentes ou amigos – e de objetos ou instituições palpáveis que me compartilhem ajudas necessárias às lidas com ‘minha cruz’.

Amigos, parentes, objetos, instituições, são, portanto, anjos materializados que meu Pai escalou para cuidarem de mim…

Meus filhos, biológicos ou não, me retribuem e saberão sempre me retribuir na medida de meus esforços aplicados na sua direção.

Meu cônjuge é aquela parceira que o foi sempre, na alegria ou na tristeza, na saúde ou na doença, da facilidade ou na dificuldade… Meu auxílio encarnado mais próximo.

Instituições de saúde estão aí à minha disposição… Se não são totalmente confiáveis é porque fazem parte de um Lugar de Expiações.

Que dizer dos livros, então? Supondo que na pior das hipóteses eu estivesse abandonado por cônjuge, filhos, amigos, instituições… Os livros não me abandonariam; eu estaria encontrando em cada um dos confiáveis as Divinas confirmações do zelo incondicional de meu Pai.

Jesus precisou e se deixou ajudar por Simão de Cirene. O Pai O amparou em hora da enorme vicissitude amorosa. Também a mim, em minhas agonias, não me faltarão socorro e auxílio… Para cada situação um Simão!

(A sintonia é do cap. Nunca estamos a sós, pg. 80 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Inverno de 2012).

Fazia-se o mais absoluto silêncio nas proximidades do estaleiro ao qual eu estava ‘recolhido’… No final da tarde de inverno trabalhadores e pescadores daquela área já se haviam recolhido ao aconchego de seus lares.

Eu me mexia num suave bailado que me proporcionava a brisa suave e o mar calmo, meu habitat, meu aconchego… Ora, também eu possuía meu aconchego!

Parecia não haver ‘viva alma’ por perto, mas nos arredores avistei o vulto de um jovem rapaz e como estávamos solitários, ele e eu, procurei chamar-lhe a atenção e puxar conversa:

– Sabes?! – disse-lhe eu – fui ‘recolhido’ a este estaleiro pelo Prático destes Mares, pois me achava bem ‘doente’; meu motor sofreu avarias, mas já foi recuperado por Equipe Competente que aqui esteve, mas meu casco… Ah! Esse ainda carece de reparos… Está ‘botando água’!

O jovem, de uma forma lacônica, disse-me que disso tudo já sabia…

Intrigado e tagarela questionei meus botões – ou seriam as bóias que protegem meu casco? – como ele disso saberia?

Não contendo minha curiosidade e no afã de ‘desnudar’ o misterioso e novo companheiro, continuei com meu discurso:

– Breve, breve, retornarei às minhas travessias; passageiros, trabalhadores, parceiros, precisam com urgência de meus serviços; mais alguns reparos em meu velho casco, uma repintura, um retoque no meu letreiro e voltarei à ativa!

Mais tranqüilo ainda do que antes e com voz suave e clara, o jovem, que parecia estar ali junto comigo embarcado, disse:

– Sei também disso, meu caro amigo!

Meu amigo? De onde me conheceria? Como sabia ‘todas’ as coisas a meu respeito? Seria um de meus ‘clientes’ de travessia que eu não estava reconhecendo?

Não suportando mais a curiosidade questionei novamente o meu mais novo amigo:

– Afinal, meu amigo, quem és e como sabes tantas coisas a meu respeito?

Com a voz mais suave ainda disse ser um velho conhecido e que eu já  atravessara a ele e sua Equipe inúmeras vezes, porém, no afã de minhas tarefas ele passara despercebido…

– Mas e hoje meu amigo – questionei-o -, com derradeira pergunta, que fazes por aqui, em noite tão fria e perante minha temporária inutilidade? Por que não está no regaço de tua família?

– Minha família és tu – respondeu-me com iluminado carinho. Depois de me teres servido com desvelo, hoje, amanhã e até que melhores, eu é quem velarei para atravessares esta fase de temporária inutilidade!

* * *

O socorro está mais perto do que imaginamos. Ele, porém, se torna mais evidente quando a inutilidade temporária nos toma conta e precisamos retificar nossa máquina, reparar nosso casco, realizar-lhe uma repintura…

(Inverno de 2012).

Por mais duras que possam parecer algumas de minhas jornadas, deverão elas ser percorridas por mim mesmo; ‘solito e Deus’!

Também é muito verdade que não me faltará apoio naqueles dias de arrepio em que estou acabrunhado e digo para mim e para os outros: ‘Ninguém é de ferro!’

Se há dias em que mal consigo amarrar o cadarço de meus sapatos, os haverá em que precisarei amarrar os dos outros; e a recíproca sempre será verdadeira!

Haverá, também, aqueles dias em que não conseguirei exalar o melhor hálito de minha alma. A despeito de me considerar espirituoso – ou a expressão da alegria de meu Espírito – haverá dias em que o nublado dele poderá mais prejudicar do que ajudar…

“Momentos de escuridão vivencial são verdadeiras modelagens pelas quais a Vida Providencial aprimora a todos.”

Se peixes dos abismos sobem à tona para buscar luz; a semente ao germinar buscará os raios solares; e se animais hibernam em épocas gélidas, é natural que busque, também eu, para minha modelagem, o socorro dessas luzes e calores.

E onde estará esse socorro senão dentro de mim mesmo? É lógico que não prescindirei de teu auxílio… Apelarei para ti e gritarei alto: Socorre-me! Dá-me um abraço, pois… ”Ninguém é de ferro”!

E a noite passará, o vento amainará, a calmaria de meu lado espirituoso voltará; ‘inticarei’ contigo e te mostrando o sinal de minha melhora, estarei já amarrando sapatos!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Modelagens da vida, pg. 89 de Conviver e melhorar de Francisco do Espírito Santo Neto/Lourdes Catherine, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).