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bali“Não esqueçais, meus queridos filhos, que o amor aproxima de Deus a criatura e o ódio a distancia dele.” (ESE, XII, 10)

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Perante indivíduos que ‘parecem’ ser ruins, maus, culpados, folgados, desinteligentes, que possuem jeito, cor, credo e gostos diferentes dos nossos… aproveitarmos o que possuam de bom, além de inteligente e cooperativo, nos aproxima de Deus.

Como diria padre Fábio de Melo, julgarmos os indivíduos apenas ‘pela capa’, – tal qual livro que deixamos de folhear e dizemos não gostar – poderá nos distanciar de nossa Divindade.

Sensibilizar-nos por alguém ou por algum fato e acionarmos a partir daí nossa ação benevolente e reparadora, se essa estiver ao nosso alcance, certamente nos aproximará de Deus.

Lançarmos um olhar de bondade sobre encarcerados do corpo ou da alma, entendendo que o destino de todos é a perfeição, que o ódio é apenas um bem gravemente enfermo; orar e enviar boas emanações a esses temporários aprisionados de si mesmo, serão reações que nos aproximarão de Deus.

Ódios e restrições aos que desertaram do serviço ou que refugaram temporariamente o bem, em nada os ajudarão no seu repatriamento ao bem e certamente nos distanciarão de nossa Divindade.

A todo tipo de delinqüência cometida pelos outros a que lançarmos nosso olhar benevolente, entendendo que somos todos frágeis, falíveis e passíveis de semelhantes equívocos, o crédito de que estaremos nos aproximando de Deus.

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Próximos ou distantes de Deus? Fica aqui o recado de Chico Xavier quando se referindo ao tema ódio, por entendê-los – amor e ódio – como filhos de Deus: “O ódio é, simplesmente, o amor que adoeceu temporária e gravemente…”

(Sintonia: Cap. Compaixão sempre, pg. 98, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Outono gelado de 2014).

Morrie Schwartz (Dialogando com Mitch) – “Temos uma forma de lavagem cerebral em nosso país… Repete-se uma coisa constantemente… Possuir coisas é bom. Mais posses é bom. Mais consumo é bom. Mais é bom… O cidadão comum fica tão zonzo com tudo isso que perde a perspectiva do que é verdadeiramente importante. Em toda parte por onde andei, conheci pessoas querendo abocanhar alguma coisa… São pessoas tão famintas de amor que aceitam substitutos. Abraçam coisas materiais e ficam esperando que essas coisas retribuam o abraço… Não se pode substituir  amor, ou suavidade, ou ternura, ou companheirismo, por coisas materiais.”

(A última grande lição, Mitch Albom, pg. 83 – Os negritos  e os ítálicos são meus).