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“Se os teus haveres não se dilatam, em forma de socorro e trabalho, estímulo e educação, em favor dos semelhantes, és, apenas, um viajor descuidado, no rumo de pavorosas desilusões.” (Emmanuel).

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Na questão dos haveres, nosso degrau evolucional é quem ditará prioridades: se desejaremos tesouros perecíveis ou sermos ricos para com Deus.

Não estamos, (até porque o Mundo é material), abdicando das ferramentas que ele nos oferece; muito pelo contrário! A renúncia é aos penduricalhos…

Referimo-nos, literal e honestamente a prioridades entre uns e outro, desejando desembarcar, tanto dos berloques, quanto da “ordem do inverso.”

Viajores descuidados rumo a desilusões entenderão que casa, moeda, medalhas, honrarias, jardins, riquezas, apetrechos, automóvel, poder, fama, são propriedades particulares, haveres irrepartíveis…

Aos que entendem que tais haveres poderão ser dilatáveis na forma de socorro e trabalho, estímulo e educação, verificarão…

… Que sua casa pode se transformar em lar acolhedor; automóveis converter-se em utilitários; moedas serão “denários”; medalhas e honrarias, patrimônios da equipe.

Que jardins serão colírio e perfume a olhos e olfatos alheios; riqueza será objeto de partilha; e poder e fama instrumentos de proteção e zelo.

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Viajores descuidados ou ricos para com Deus? No gerenciamento de nosso livre arbítrio convém lembrarmos que nem o Criador nos sonega tal liberdade:

Se não nesta, em outras revivências, os efeitos de nossas próprias causas surgirão implacáveis; cíclicas e semelhantes encruzilhadas se nos apresentarão e seremos, novamente, convidados a escolhas:

Às loucuras dos haveres, e tão somente haveres; ou à bênção de havermos e sermos!…

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 120 Assim será; 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2017).

338187_1415“Não ajunteis tesouros na Terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem e onde os ladrões minam e roubam.” (Mateus, 6; 19).

Traça (no Brasil) ou lepisma (em Portugal) é um inseto de hábitos noturnos que se alimenta de materiais ricos em proteína, açúcar e amido. Atacam tecidos e principalmente papel, tornando-se, dessa forma, uma praga odiada. (Wikipédia)

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Em mais esta analogia, o Mestre das comparações nos fala de traças, ferrugem e ladrões que roubam e molestam. Exorta-nos a não entesourarmos bens que não possamos conduzir à Vida Verdadeira. Em contrapartida, esclarecendo sempre, a Doutrina nos diz que os bens são somente ‘emprestados’ à nossa administração. Na observação de Chico/Emmanuel, nós devemos a Deus tudo o que temos, mas possuímos o que damos. Ou, indicam-nos os inseticidas adequados à contenção das ‘pragas’ do apego:

  • A caridade: Esta nos proporciona paz ainda na Terra e a acharmos graça diante do Senhor na Vida Futura. É a bandeira de São Vicente de Paulo e da Doutrina, “fora da caridade não há salvação.” Ademais, a caridade é o sistema contábil do Universo;
  • A plantação: Todas as sementes das migalhas de amor que houvermos plantado, por ocasião de nossa vitória sobre o túmulo, florescerão e frutificarão, intitulando-nos graciosos diante do Senhor;
  • A instrução: Nossos títulos não servem somente para ornar nosso orgulho e paredes, mas são sementeiras e viveiros multiplicando conhecimentos;
  • A beneficência: Levaremos como ‘bagagem’ a quantos a nossa escrita e oratória tenha beneficiado com a orientação dada; e
  • O serviço: O serviço é o que mais acrescentará bagagem na hora de nossa partida. Malas e malas de consciência tranqüila!

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O túmulo é uma espécie de alfândega onde a qualidade e procedência de nossos valores será examinada. Nele o fiscal – nossa consciência – avaliará se utilizamos os anti pragas acima relacionados, quais tesouros estamos transportando e qual a sua utilidade na verdadeira Vida.

(Sintonia: Cap. Nas sendas do mundo, pg. 121, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Inverno de 2014).