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“… Companheiros incontáveis acreditam que apenas cooperam com o Senhor os que se encontram no ministério da palavra, no altar ou na tribuna de variadas confissões religiosas.” (Emmanuel).

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A Paz íntima resulta do desempenho adequado de nossas possibilidades: cada Espírito as possui (possibilidades) em grau e características diferenciadas….

… Portanto, nem todos serão oradores, ocuparão a tribuna ou altares diversos, já que a Seara da Boa Nova possui inúmeras e necessárias funções:

Poderemos não ocupar o ministério da Palavra frente a grandes multidões, mas falarmos coisas úteis a corações solitários e atormentados.

Nossa tribuna poderá estar em caminheiro áspero; nos flagelos; em locais amargurados; e não, necessariamente, em púlpitos dourados. Normalmente a tribuna mais carente é nosso lar, cheio de fragilidades.

E a melhor confissão religiosa é a fraternidade Cristã: esta não possui rótulo (credo A, B, C…); é de caráter Universal.

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Tenhamos a certeza de que nas simples tarefas humanas, acima enumeradas, poderemos sentir a presença do Senhor.

Importante será explorarmos nossas possibilidades; e bem! Imprimindo nelas o esforço: deste resultará a Paz!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 146, Saibamos cooperar, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2018).

palavras_de_vida_eterna“Palavras… esquece aquelas que te incitam à inutilidade, aproveita quantas te mostram obrigações justas e te ensinam a engrandecer a existência, mas não [esqueças] as que te acordam para a luz e para o bem; elas podem penetrar o nosso coração, por meio de um amigo, de uma carta, de uma página ou de um livro, mas, no fundo, procedem sempre de Jesus…” (Emmanuel).

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Nestes dias de “comunicação de massa”, acordaremos não só ansiosos por notícias, mas como também escolheremos aquelas que desejaremos ouvir: teremos toda uma mídia (rádio, televisão, jornal…) à nossa disposição; poderemos ir direto à nossa página de relacionamento, e-mail. Em smartphones, tablets, tais opções se ampliarão e estarão na palma da mão; poderemos optar, também, pela leitura de nosso gosto.

Com todo esse leque alguém sempre estará se dirigindo a nós – e nós a alguém – com palavras úteis ou inúteis… A escolha final será sempre nossa:

  1. Frases respeitáveis trafegam nas nossas páginas; consolamos e somos consolados por amigos de nosso dia a dia ou pelos virtuais que não conhecemos – ou ‘conhecemos?’ Enviamos e recebemos sugestões para nossas equações difíceis; são-nos enviadas lições e as retribuímos, felicitações e as equivalemos; falamos e escrevemos a corações distantes ou de perto; reproduzimos imagens e máximas verdadeiras e amigos no-las retribuem; e ‘Encantados’ amigos não só nos oportunizarão o tráfego de notícias alvissareiras como desejarão “dirigir nossos atos.”
  2. Indivíduos publicarão, republicarão ou compartilharão inconveniências, sobre assuntos que não nos dizem respeito; mídias nos apresentarão discursos vazios, quando não impróprios; emissoras enaltecerão o mal, com prejuízo da divulgação do bem que sabemos existir por aí; outras farão muito barulho, estorvando-nos de ouvir cânticos, avisos, lições e belezas; e ‘amigos’ frustrados ou desapontados nos farão costado…

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O bom de tudo isso é que poderemos escolher como fez certa feita Simão Pedro quando se dirigiu ao Mestre e lhe disse: “Tu tens as palavras da vida eterna.” (João 6:68). Em sua simplicidade e franqueza, o filho de Jonas nos explicaria que as palavras verdadeiras procedem sempre de Jesus, o divino Amigo das criaturas, ou de quem O saiba ouvir, entender e bem representar.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 59 Palavras da vida eterna, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2016).

0,,56188015,00“Árvore alguma será conhecida ou amada pelas aparências exteriores, mas sim pelos frutos, pela utilidade, pela produção.” (Emmanuel).

“Pessoas são tais quais livros. Não fiquemos apenas em suas capas; folhemo-los!” (P. Fábio de Melo).

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Frutos, utilidade, produção, representam toda a contribuição que proporcionarmos a terceiros, independente de sermos bonitos, feios, gordos, magros, perfeitos, deficientes… Tais frutos são resultados do Espírito individual e não de nossa aparência que é tão e somente física. Quando o Espírito produz frutos bons (ou nem tanto) o corpo físico, esse sim tem a função de exteriorizá-los.

É por isso que o Mestre, o divino Cultivador, não se preocupava com as aparências de seus necessitados. É isso, ainda, que Fábio de Melo e Emmanuel nos desejam ensinar com suas máximas.

A Natureza tem a nos ensinar, também, a esse respeito. Os figos mais maduros, mais doces e mais apreciados serão aqueles já bicados por algum pássaro: porque a Mãe e os seres menores estão aí a nos lecionar.

Emmanuel nos dirá, ainda, que não serão o tamanho, aspecto, apresentação, vetustez, casca ou as flores mais ou menos perfumadas que terão a capacidade de engrandecer ou tornar doces os frutos de determinada fonte, mas a genética de qualidade que agrônomos competentes já conseguiram lhe imprimir.

Espíritos já preocupados com o progresso comum: são esses os frutos que adocicam e saciam as próprias vidas e as de terceiros. São indivíduos já com um espírito cooperativo, qual seja, colocar à mesa de todos os cooperados, mormente aos mais desvalidos do Espírito, os produtos que estes ainda não sabem ou não puderam cultivar.

Pessoas que ainda vemos com uma casca grossa ou uma ‘capa’ aparentemente inaproveitável surpreendem-nos com capacidades que têm a nos oferecer. São as pessoas que ainda não quisemos ‘ler’ ou árvores que talvez tenhamos subestimado, ignorando-lhes os incalculáveis frutos.

Chico Xavier era quase um deficiente visual e calvo; Santa Madre Tereza e Irmã Dulce eram pequeninas, magras e arqueadinhas… Nenhum dos três era o protótipo da beleza, mas quão belos e doces frutos produziram e continuarão produzindo! E “mulher pequena” de Roberto Carlos, não fez tanto sucesso?

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Enquanto que as exterioridades ainda embevecem tantos incautos; enquanto que as ditaduras – da moda, de atitudes, de comportamentos – ainda ditam procedimentos; enquanto que a vida sensual (a dos cinco sentidos carnais), ainda comete equívocos graves… precisamos, os que já conseguimos nos interiorizar, lançar um olhar sensato e de boa vontade aos bons frutos que desejaremos produzir, capazes de gerar saciedade e felicidade verdadeiras a nós e a terceiros.

Por seus frutos os conhecereis”, diria, sabiamente, nosso ‘Agrônomo’ maior.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. Pelos frutos, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Verão de 2016).

fraternidadeA indiferença apresenta-se como o oposto da fraternidade. Se não o é, sempre estará presente nos indivíduos ainda não matriculados na sagrada escola da fraternidade.

Em linguagem muito chula, dizemos comumente: ‘Esculacha-me, mas não me fica indiferente!’ Traduzindo, desejaríamos as piores e necessárias reprimendas do que os indivíduos nos ficarem indiferentes, pois uma reprimenda (o esclarecimento ponderado) poderá levar-nos à fraternidade, ao passo que ignorarmos os indivíduos – nas boas ou más ações – não os levará a lugar algum.

Na busca de nossas hegemonias diárias, ainda muito sob a ditadura do orgulho, desperdiçamos sagradas oportunidades para depormos esse tirano – o orgulho. Visando depormos esse ‘monarca’, vejamos algumas considerações importantes no eterno duelo entre fraternidade x indiferença:

  • Pensarmos menos de forma tribal e mais de forma coletiva. Já não somos mais primitivos. O animalizado se preocupava com a sobrevivência, e a indiferença remonta àquela época. Pelo contrário, a fraternidade já faz parte de uma transição;indifereca
  • Enquanto que indiferença nos deixa na alma o gosto amargo da inutilidade, importar-nos, servirmos – a fraternidade – converge-nos ao mais alto. É muito mesquinha a indiferença e muito sublime a fraternidade;
  • Enquanto que a fraternidade nos proporciona segurança para altos vôos, a indiferença sempre será a insegurança do ‘vôo de Ícaro’, o desastrado alado da mitologia grega (veja http://www.blogdovelhinho.com.br/complexo-de-icaro/);
  • A indiferença sempre fará parte da hegemonia material do indivíduo no grupo, clube, comunidadeA fraternidade desejará o triunfo coletivo de todas as agremiações;
  • Enquanto que sempre a indiferença será motivo de repetência, a fraternidade será fator de ‘condecoração’, pois somente ela agraciará, promoverá!
  • Indiferença é igual a evidência pessoal, ego, orgulho… Importar-se é a inevidência ou anonimato no coletivo, na fraternidade, na cooperação; e
  • A indiferença é um egoísmo quase feroz, animalesco, instintivo. O serviço dos que se importam é o passaporte mais sagrado para a fraternidade, cooperação, Regeneração.

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Se for muito improvável pensarmos Regeneração sem fraternidade, será muito fácil deduzirmos que a indiferença – posto de estacionamento – lhe é totalmente oposta…

(Sintonia: questão 348 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

f81f437fec57ae01a3463c4197711b82“Bem aventurados os que são misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mateus, 5:7).

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“Parábolas do Reino” é uma série de ensinamentos, do Evangelho de Mateus, onde o Mestre, através de analogias, enquadra os possíveis candidatos ao Reino dos Céus. Lógico que as ‘regras são claras’ – ao menos para os de bom ouvido – e nelas não nos são solicitados atos heróicos; apenas o Mestre das Alegorias nos solicita atenção diária na construção do reino íntimo através de pequenas misericórdias:

A moeda é útil; melhor, porém, acompanhá-la de palavra reconfortante.

Bom dia, boa tarde, parabéns, muito obrigado!… A um custo zero, levantam o ânimo até de um ‘desconhecido’…

Dizer ao serviçal de áreas comuns que seu trabalho ficou lindo, embora ele o saiba, o deixará alavancado para próxima tarefa.

Duas horas semanais de trabalho voluntário poderá curar várias feridas.

O verdadeiro óbolo da viúva não prevê só nos desfazermos do supérfluo, mas também do necessário.

Passarmos adiante o conhecimento que já temos é manifestação de gratidão para com aqueles que nos ensinaram.

O aconselhador fraterno poderá mostrar não uma luz no final do túnel a agoniados, mas um clarão inteiro.

Medicamentos com validade e já não usados enchem nossas gavetas e fazem falta aos que não podem adquiri-los.

Tratar de forma igual os diferentes é sermos, ao menos, ‘arremedo’ de Jesus no apreço que teve por Zaqueu, Madalena, pelos lunáticos, centurião, paralíticos…

Como sugere o P. Fábio de Melo, “pessoas são como livros; precisam ser lidas; não paremos em suas capas.” Vamos folheá-las!

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Não confundamos os heróis: Os há de todos os naipes! Estes, os verdadeiros, de grão em grão vão construindo o seu Reino interior, bem ao alcance das suas pequenas misericórdias.

(Sintonia: Cap. Donativo da Alma, pg. 78, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Outono frio de 2014).

Pavao_Azul_Pavo_cristatus_Fazenda_Visconde_4 (1)São muito temerárias as expressões: ‘Fulano saiu-se muito melhor que beltrano’; ‘tal indivíduo é o melhor da classe’; ‘a equipe A levou enorme vantagem sobre a B’…

Num Planeta que depende de parcerias para seu progresso, promoção ou redenção o sentido de equipe é prioridade e as individualidades que a compõem possuem utilidades diferenciadas, cumprem deveres diferentes, incumbências diversas, mas todas interdependentes. A média da classe ou da equipe muitas vezes depende de trabalhos anônimos, realizados sem alarde e por pessoas consideradas de menor capacidade dentro do grupo.

Considere-se que resultados obedecem a uma relatividade: A galinha polaca – aquela do pescoço pelado – será feia se comparada ao galo mais vistoso do terreiro; mas também o mesmo galo passará despercebido se colocado no ambiente em que estiver um pavão bem colorido…

Individualidade por si só já ‘mata a charada’, pois representa a singularidade do degrau de cada indivíduo, estágio único de evolução, capacidade diferente de executar tarefas, talento só dele ao desempenhar a missão.

Por que, então desconsiderar os feitos menores de indivíduos ainda menos capacitados? Não são esses feitos que ‘completarão’ o todo de uma tarefa?

Ninguém, portanto, é inútil, ou a utilidade em qualquer grau do indivíduo, desde que despretensiosa, sempre será de utilidade ao grupo.

“Será exaltado”, no dizer de Jesus, “aquele que a si mesmo se humilhar” (Lucas 14:11). E aqui o “se humilhar” não significa se menosprezar ou se achar incompetente pela humildade da tarefa, mas aquele que de forma nenhuma se pavoneia, qualquer seja a importância de sua missão.

“Pequeno como uma criança” é parâmetro, bitola ou molde de todos aqueles que se candidatam a construir o Reino dos Céus…

… Aliás, essa a receita para “ser o maior Nesse Reino”; ou, despretensiosos, será o título que lhes será mais adequado!

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“O homem bom tira boas coisas do bom tesouro de seu coração…” (Mateus 12:35). Ou, independente do tamanho ou quantidade dessas boas coisas, colocá-las, silenciosamente, à disposição do grupo será fundamental!

O rio generosamente fornece a água; o motor levanta essa água; esta é conduzida pelos dutos até os tanques; alguém a trata; canos menores a conduzirá até o consumidor; e ela só chegará a este se aberta a torneira… Ah! Precisará de um copo!

(Sintonia: Cap. Ninguém é inútil pg. 56 do Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Outono de 2014).