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Braveheart, ou Coração Valente, conta a saga de Sir William Wallace, protagonizado por Mel Gibson. O filme, de 1995, narra o destemor do guerreiro e seus companheiros para libertar a Escócia do jugo de Eduardo I, rei inglês. Wallace, dando o famoso brado de freedom – liberdade -, é torturado e executado em praça pública, jamais renegando a legitimidade de sua luta.

A energia que Sir Wallace despendia na luta pela libertação de seu País era toda na direção de uma causa. Se a causa era nobre, a direção da energia era o bem.

A coragem dos que se comprazem no mal é de mesma intensidade dos que optam pela luta para o bem. Ou seja, a mesma coragem gasta para odiar é suficiente para amar em plenitude; a direção é que, além de ser oposta, exigirá maior ou menor energia de seus executantes.

Energias aplicadas no bem são renováveis, tais como etanol, solar, eólica… As aplicadas no mal são energias pesadas, não renováveis, poluentes e emitem resíduos escuros…

…Daí eu compreender que se gasta mais energia para a prática do mal do que para a do bem.

Ao autorizar minha reencarnação, o Divino Governador deste feudo de Provas e Expiações, ainda submetido à corte do mal, me desejou de coração valente para o bem, a fim de que minhas lutas concorressem para a emancipação de meu Planeta à categoria de Regeneração…

…Como assim também procederam Wallace e seus compatriotas na liberdade da Escócia!

Homens e mulheres do UFC – Ultimate Fighting Championship – canalizam suas coragens e energias para o ‘esporte’ da violência, do ódio e do orgulho… e a mídia lhes dá a maior cobertura! Imagino a energia de ambos – UFC e mídia – canalizada para ‘outras’ coisas!…

Quando indago à minha consciência quais seriam os sintomas do testemunho de minha valentia, é possível que ela sussurre aos meus ouvidos: Freedom!…

…Pois a única liberdade verdadeira será aquela que me será dada através do cumprimento do segundo mandamento, na direção do bem, a que será necessária até para, verdadeiramente, eu amar a Deus, a única capaz de me tornar um Braveheart!

Tímidos são minhas mãos e meus lábios para erguer alguém e enaltecê-lo… Robustos meus punhos e ferina minha língua para bater ou destruir!

(A sintonia é do cap. Coragem para amar, pg. 53 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) –

Imagens: 1. Estátua de William Wallace, na Escócia; 2. O ator Mel Gibson no filme Braveheart – (Inverno de 2012).