Posts Tagged ‘Vida leve’

Meus amigos: Não tenho a pretensão que estas curtas sejam pérolas… Se forem pétalas e conseguirem iluminar o dia de umzinho só, dar-me-ei por satisfeito. Um abraço!

Loucos, certos… – Não subestimo os loucos – palavra em desuso -; tão pouco superestimo os certos!

O bem – Iluminar o dia de alguém: Bem ao alcance de minha mão e tão na contramão deste terceiro milênio.

O bem (2) – O bem campeia solto por aí… Hay, entretanto, quem não tenha interesse em divulgá-lo.

O bem (3) – O bem – tal qual o mal – não necessita de articulações, de artimanhas. O bem se sustenta em sua simplicidade, na ingenuidade e até na simploriedade.

O bem (4) – Espero o bem das pessoas simples; também o espero das importantes, só que… sentado!

O mal – Os articuladores do mal não são bons, porém são sábios.

Perdão – Em matéria de perdão, meu consolo é ele ser difícil para todos.

Sábios e sábios… – O sábio do mal trama, articula, engendra; o sábio do bem simplesmente… Ama!

Vida leve – Para tornar minha vida mais leve, evitarei o clássico, o requintado, o refinado e me reportarei ao simples, ao compreensível, ao acessível… E isto é válido ao externar minhas idéias.

Vida leve (2) – Constatar as coisas faz parte de minha astúcia… Valorizá-las ou não, da vida que quero levar.

Vida Leve (3) – Se eu te convidar para tomar uma cerveja, uma taça de vinho, um sorvete, comer um chocolate… Calma; não te preocupa! Não estou te convidando para pecar!

(Verão de 2011/12).

Para tornar minha vida mais leve, confiarei sempre o necessário, compreendendo-a como virtude imprescindível a uma progressão emparelhada.

Valorizarei médicos, benzedores, conselheiros, pretos velhos… Procurarei despir-me de preconceitos vãos quanto a batinas, hábitos, terno e gravatas, rebanhos, cleros, pastores… Procurarei extrair de cada um deles a simplicidade, a franqueza e a pureza de seus propósitos, pois, afinal, como desvendar com minha ‘vã filosofia’ os mistérios existentes entre os Planos em que vivo em alternância?

Constatarei, sim, as coisas sem, entretanto, valorizá-las em demasia a ponto que me machuquem.

Falarei muito menos, ouvirei muito mais, oferecendo minha atenção de ouvinte ante a necessidade dos falantes.

Finalmente, para tornar minha vida mais leve, permitir-me-ei  cair, levantar, retroceder, avançar, sem entretanto nunca desanimar.

Se acredito, meu amigo, que tais propósitos serão bons para mim, não posso afirmar que o serão para ti, mas, se quiseres tentar… Um bom proveito!

 (Verão de 2011/12).

Para tornar minha vida mais leve, nivelar-me-ei aos pequeninos, indagarei de seus gostos, perguntarei sobre sua escola e seus amiguinhos. Dir-lhes-ei pieguices como, por exemplo, se têm namorados, a despeito de suas tenras idades… Dirão que sim e então morrerei de rir deles e eles rirão de mim.

Exercitarei novamente o perdão, e novamente, novamente… Se precisar, todas as horas de todos os dias numa luta frenética e incessante; e quando a julgar inglória, me esforçarei em recomeçar tudo novamente.

Procurarei abandonar meus fanatismos, considerando que as lições do Mestre, a Mensagem do Criador e as orientações dos Bons Espíritos não estão tão somente no Evangelho ou em literaturas sérias, mas nos fatos simples da vida, nas mensagens da Natureza, dos seres menores, nos ciclos renovadores…

Acreditarei que o amor sempre cobrirá a multidão de minhas mazelas e que somente o ‘desamor’ não será coberto por meu amor.

Raciocinarei, finalmente, sempre com um amor gratuito, procurando despir-me de cobranças e indagações que poderão abalar minha fé na humanidade.

Se acredito, meu amigo, que tais propósitos serão bons para mim, não posso afirmar que o serão para ti, mas, se quiseres tentar… Um bom proveito!

(Verão de 2011/12).

Para tornar minha vida mais leve, procurarei ser amável, sorridente e solidário com o estranho que estacionar seu carro ao meu lado, sempre considerando que o mesmo poderá não ser ‘tão’ estranho;

Tentarei respeitar o degrau de cada uma das pessoas que me cercam, pois se está à minha volta, faz parte de uma Escadaria Universal, considerando, ainda, que se não houvesse o primeiro estágio, não haveria o último;

Procurarei me debruçar, especialmente neste período de férias, mais sobre os livros do que sobre panelas; mais sobre o descanso do que sobre vassouras;

Procurarei domar a máxima de que a idéia melhor sempre será a minha, respeitando os limites das pessoas, considerando suas razões, evitando lhes impor minhas falas e conceitos;

Quem sabe para aliviar minha dor, precisarei travestir-me de palhaço ou curtir ‘o’ que está à minha volta… Importar-me-ei com o ambulante, sorrirei para o tratorista, para o gari e acharei hilário o que se me apresentar como hilário;

Para tornar minha vida mais leve, permitirei que pessoas façam coisas para mim; não hesitarei em receber um colo, ao invés de me tornar paternalista, maternalista e fraternalista em demasia.

Se acredito, meu amigo, que tais propósitos serão bons para mim, não posso afirmar que o serão para ti, mas, se quiseres tentar… Um bom proveito!

(Verão ventoso de 2011/12).

Para tornar minha vida mais leve, insistirei, sempre em dar o primeiro passo na direção do desafeto, na certeza de que o Universo providenciará o resto;

Procurarei investir em amizades novas, sem, entretanto, desleixar aquelas do meu engajamento;

Tentarei me deliciar mais com as falas e o aroma do vento, das flores, dos pássaros, do mar e somente o suficiente com o normal aroma de meu banheiro, peculiar e particular só dele;

Procurarei, diariamente, tomar um remédio a menos – e só um! -, tentando confiar mais minha saúde à Divina Providência;

Procurarei rir de meus amigos, rir para meus amigos e, quem sabe, rir até de mim mesmo, considerando que minha simploriedade me aproxima mais da simplicidade do que da importância;

Ainda sobre simplicidade, procurarei me espelhar no Mestre que não abortava oportunidades de estar com Madalena, pescadores, cobradores de impostos, cegos, coxos, lunáticos… Ao invés de se entreverar com ditos doutores da lei, outros pseudo-sábios do templo e afins;

Em fim, para tornar minha vida mais leve, apesar de perseguir todos os propósitos do bem, me permitirei deslizes, lançando, dessa forma, um olhar de compreensão para minha fraca natureza humana.

Se acredito, meu amigo, que tais propósitos serão bons para mim, não posso afirmar que o serão para ti, mas, se quiseres tentar… Um bom proveito!

(Verão ventoso de 2011/12 – praia impraticável)