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P3 (25)Em alusão admirável e alegórica às dificuldades que todos nós encontramos no acirramento doméstico, Emmanuel e Chico hoje se referem ao purificador familiar como disfarce da consangüinidade, calvário doméstico e matemática das causas e dos efeitos:

Realces por nossa conta, passamos a discorrê-los:

Disfarce da consangüinidade: Sob nosso teto estão albergados ‘parentes de sangue’ das mais diversas naturezas. Disfarçados sob mesma ‘tipagem sangüínea’, desafetos milenares, ofendidos e ofensores, uns cobram a conta; outros terão de saldá-la. Não há escapatória!

Calvário doméstico: Calvário, Gólgota, cruz… são todos termos sacrificais; e no  ‘aparelho purificador doméstico’ não haverá termo mais adequado para que se cicatrizem diferenças familiares encobertas pelo santo véu do esquecimento. Se a curta encarnação de Jesus não foi fácil e a cruz foi apenas o termo de uma fase, não seremos nós, grânulos comparados ao Mestre, que teremos ‘vida fácil!’

Matemática das causas e dos efeitos: Na contabilidade divina, nossa marcha pelos desafios domésticos peregrina como sendo colheita de efeitos de nossas próprias causas. Quais causas? Não sabemos, mas devemos trabalhar com suspeitas, cálculos, para que no livro caixa não restem déficits!

Num início de ano em que, olhando para a ‘virada’, estivemos mais tempo reunidos com nossos consangüíneos, o período é ótimo para refletirmos sobre o tema.

UM FELIZ E NOVO ANO NOVO! SUCESSO NO DESAFIO!

(Sintonia: Cap. No caminho da elevação, pg.199, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Verão de 2015).

“Afeição real de alma a alma, a única que sobrevive à destruição do corpo… Seres que não se unem neste mundo senão pelos sentidos, não têm nenhum motivo para se procurarem no mundo dos Espíritos”.

Laços consangüíneos não habilitam nem desabilitam Espíritos a manterem a continuidade de suas afeições no Plano Espiritual. Portanto não será a consangüinidade que carimbará o passaporte das almas facultando-lhes reencontros ‘sobre o pó’, mas o tipo de atitudes que tomarem em seus diversos reencontros, sob parentescos diversos em corpos de carne:

  • Sobre o pó, estará a afeição real de alma a alma, a única que sobrevive à destruição do corpo;
  • Sob o pó ficarão as afeições dos seres que não se uniram neste mundo senão pelos sentidos;
  • Sobre o pó, se alçarão as almas que se esforçaram para estimular mútua educação, compreensão, coerência e respeito às individualidades;
  • Sob o pó sepultar-se-ão todos os desleixos no aperfeiçoamento, os simulacros amorosos, as rusgas, as incoerências sentimentais e o total desrespeito entre seres que sub viveram em pseudos grupos;
  • Sobre o pó se erguerão os grupos familiares ou não que compreenderam a moral Crística, independente de credos, raças e castas;
  • Sob o pó, esses mesmos grupos perecerão, vítimas da não compreensão de todas as laudas desfolhadas pelo Mestre e por Ele escritas mais com atos do que pela pena de seus secretários;
  • Sobre o pó se erguerão os afetivos que desenvolveram um companheirismo saudável;
  • Sob o pó, ficarão soterrados encarceramentos egoístas e relações convenientes, titulares e materialistas;
  • Sobre o pó se elevarão as afeições naturais, sinceras, simples e honestas; mas
  • Sob o pó ficarão enterrados, junto ao corpo físico, todas as máscaras, simulacros e camuflagens utilizados em aparências, vaidades e fantasiosos alpinismos sociais.

    * * *

    Sobre o pó, resistirão “os laços de família formados em bases de fidelidade, amor, respeito e dedicação… Perdurarão pela eternidade e serão cada vez mais fortalecidos”.

    Sob o pó ficarão soterradas “pessoas unidas pelo único móvel do interesse… A morte as separa sobre a Terra e no céu…”

    (Sintonia e expressões em itálico são do cap. Vínculos familiares, pag. 133 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera quente de 2012).