Cla01150808“Tomar as dores” é o tema da reflexão: quando alguém se indispõe conosco, porque nos indispusemos com alguém que aquela pessoa gosta muito, dizemos que ele ‘tomou as dores’, tomou partido, ou algo que o valha.

Consideremos, entretanto, que as indisposições entre dois indivíduos (Espíritos já ‘vividos’), têm origem, ou nesta ou em vivências anteriores: doutrinariamente, não há escapatória para isso!

Se assim acontece – e acontece! – dizemos que são pendências ‘particulares’ de dois indivíduos que precisam equilibrar relacionamentos “enquanto estão a caminho”, ou enquanto por aqui estão, ‘nesta’ vivência…

Suas pendências, por serem ‘particulares’, podem nada a ter a ver conosco, portanto, nesse caso, ‘tomar as dores’ seria atitude equivocada. Porém…

* * *

… Há situações – e que, felizmente, não lembramos – que em vidas anteriores agimos em conluio: fazíamos parte de grupos rivais que se prejudicavam com a combinação espúria das partes.

Em outras ocasiões promover-nos-emos a ‘advogados de defesa’, pois nossos laços com a pessoa injuriada por terceiro são tão fortes, que já viemos nos amando, também a muitas encarnações.

Nestes dois casos, sim, torna-se explicável a atitude do “tomar as dores”, já que somos cúmplices de desventuras ou venturas desde ‘a outra encarnação’, como popularmente e comprovadamente nos expressamos.

(Outono de 2017).

Deixe um comentário