“… Vivei com os homens de vossa época, como devem viver os homens…”

“… Fostes chamados a entrar em contato com espíritos de natureza diferente, de caracteres opostos; não choqueis nenhum daqueles com os quais vos encontrardes. Sede alegres, sede felizes, mas da alegria que dá uma boa consciência…”

* * *

O candidato que for se apresentar numa grande firma, para expor seu curriculum e lá se habilitar a uma vaga, poderá antes se aconselhar com um sábio que certamente lhe dirá: ‘Apresenta-te com naturalidade e honestidade; sê tu mesmo; não desejes ser outra pessoa… ’

Porque me apresento à vida como se ela fosse um grande emprego, tento seguir todos os conselhos daquele sábio…

… Direi com toda minha honestidade à vida, essa grande empregadora, o que sei fazer de conformidade com aquele ou aqueles talentos que desenvolvi em vivências anteriores e os quais tentarei aperfeiçoar ao utilizá-los como ferramenta empenhando-os na ‘produção’ que o emprego da nova vida estará me oferecendo.

Os talentos, as aptidões que desenvolverei são muito particulares, portanto eu não precisarei, perante minha empregadora, desempenhar outro talento que não seja o meu, pois esse ficará a cargo de pessoa que realmente o possua. Ou, as ferramentas que possuo, o outro poderá não possuí-las, e vice e versa. Ferramentas diferentes, utilidades diferentes. Cada qual possui a sua originalidade e essa diversidade aumenta o leque de possibilidades da empresa da vida crescer e aumentar a sua boa consciência.

Juntos estarão todos os funcionários que a vida reuniu, com espíritos de natureza diferentes e até de caracteres opostos, para que concorram, cada qual com a sua vocação – voz que chama, convocação… – para a grandeza da operação da empresa da vida.

Juntas, essas almas cumprirão e até ‘cobrirão’ turnos com a camaradagem, felicidade e alegria de homens de uma mesma época, que vivem com e como devem viver os homens.

* * *

Viver monasticamente, enclausurado no recôndito de meu lar seria como abortar o grande emprego que a vida me oferece. Seria deixar de viver com os homens de minha época, almas de natureza diferente e até de caracteres opostos.

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Viver co naturalidade, pag. 165 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera de 2012). 

2 Comentários para “Vida: O grande emprego”

  • Silvia Gomes says:

    Verdade amigo! Cada um tem seu talento e deve colocá-lo a disposição da vida. E assim um complemneta o outro e vamos seguindo firmes a estrada do aprendizado e do crescimento espiritual que é o que Deus espera de nós!
    Abraço!E muito obrigado por compartilhar!

  • Meu bom velhinho, permita-me tratá-lo assim. Em busca de uma foto para ilustrar uma das postagens no blog que administro com meu marido, encontrei a sua diferenciada página. Maravilhosa! Nossos blogs, o seu e o nosso, nasceram na mesma época. Estou muito feliz por encontrar um lugar diferenciado, que distribui a Doutrina (meu marido é católico fervoroso e eu, aprendiz do Espiritismo) de forma tão natural, sutil e integrada à atual realidade mundial. Adorei imaginar Jesus escrevendo e-mails e, provavelmente, alimentando um blog. Concordo com você. Por coincidência (ou não) também usei uma das fotos acima (campo-de-papoulas) para ilustrar um poema neste fim de semana. Encontrei-a num site português de poesias. Muito obrigada por vocês existirem! Sucesso para você na divulgação da aplicação prática da Doutrina em nossa caminhada cotidiana. Lúcia Xavier (Petrolândia-PE)

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