Crônicas doutrinárias

A ponta do novelo

Quando em João 20:21, Jesus nos delega e nos comissiona dizendo “assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós”, não proferiria palavras ao vento, sob as suaves brisas do Mar da Galiléia, mas estaria nos incumbindo da transmissão de seus mais divinos princípios.

A Revelação do Mestre ficará gravada, as páginas dos milênios serão viradas e a Nova Revelação nos impõe responsabilidades, convidando-nos a examinar o nosso eu e a buscarmos dentro dele as melhores alternativas vocacionais que possuamos no intuito de prestigiar e desenvolver a idéia espírita:

  • Dentro da modéstia de nossos recursos amoedados e intelectuais, envidarmos todos os esforços para a divulgação séria da Terceira Revelação, pesquisando, observando, estudando, escrevendo, publicando?
  • Na singeleza e humildade de nossos conhecimentos, levá-los a terceiros nos grupos do ESDE, Aprendizes do Evangelho, exposições doutrinárias, atendimentos fraternos?
  • Colocar nossa pequena biblioteca à disposição dos menos aquinhoados, mas sedentos da leitura esclarecedora?
  • Fugirmos ao fanatismo infrutífero, que, na roda de nossos amigos, em nada contribuirá para que a ‘nossa’ idéia espírita se converta na ‘deles’? e
  • Elucidarmos, em reuniões de socorro, a encarnados ou desencarnados, assuntos sobre raciocínio, imortalidade da alma, intercâmbio espiritual, reencarnação, morte física, valores mediúnicos, desobsessão, incógnitas da mente, enigmas da dor?

Sim! Todas são idéias válidas; honrosas! Na difusão da idéia espírita todos os recursos inclusos em nossa área vocacional serão bem vindos, entretanto a ponta do novelo, aquela que realmente nos autorizará, para que não ‘nos enredemos’ na hipocrisia, é bem mais séria:

Qualquer legado que desejarmos transmitir a terceiros começa por nossa reforma individual. Qualquer artifício lícito e ao nosso alcance, só será validado pelo nosso exemplo!… Ou a ponta do novelo!

(Sintonia: Cap. Idéia espírita, pg.182, Livro da Esperança, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Primavera de 2014).

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