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Cassino: Esgoto da Rio de Janeiro, fétido e irresolúvel

Quem caminha diariamente em nossa praia e transpõe, na orla, o esgoto da rua Rio de Janeiro, se depara com o mau cheiro deste que é o mais central de nosso Balneário; aliás, não me recordo de que os demais sejam tão fétidos. Isto posto, far-lhes-ei duas perguntas:

  • Os moradores dessa rua ou da própria área central do Cassino e que depositam seus dejetos no esgoto da Rio de Janeiro – recentemente coberto -, veraneiam nessas imediações?
  • Os veranistas vindos da cidade ou de outros bairros e que utilizam coletivos veraneiam nesse local?

Para a primeira pergunta tomo a liberdade de lhes responder que não! Não veraneiam naquele local porque seus sentidos – mormente o olfato – de pessoas educadas e sensíveis não lhes permitiriam, tão pouco a seus filhos respirarem aquele ar. Embarcarão certamente em seus carros e irão aproveitar a orla longe do próprio esgoto.

Para a segunda pergunta, lhes respondo automaticamente que sim! Já estressados com a viagem de Rio Grande até a Praia e a pé, portando bolsas, água, esteira e outros pertences, conformar-se-ão em ficar por ali mesmo.

Recentemente nossas autoridades, com esforços hercúleos, resolveram alguns problemas de saneamento e pavimentação de nossas ruas, principalmente na área central. Inclusive o esgoto da Rio de Janeiro foi coberto… Só até a Av. Beira Mar, poupando o nariz de seus moradores. Mas e os veranistas? Particularmente os mais humildes, que andam de ônibus, mas que também pagam seus impostos?

Saliento ainda, que no local não há nenhuma placa das autoridades de saúde/IBAMA, informando da propriedade/impropriedade daquelas águas. O ar a gente tem absoluta certeza ser impróprio para o nariz.

Como crítica por crítica não resolve nada, realizei um pequeno esboço, muito simples com uma sugestão que entregarei ao Sr. Secretário: Trata-se de um tanque de decantação a ser construído logo após a Av. Beira Mar; nesse tanque seriam colocados organismos vivos (plantas e animais) que saneassem o esgoto ali depositado; dariam, assim, o primeiro combate nos dejetos desse esgoto. A parir daí, a água já mais purificada, seguiria, mas de forma canalizada e ‘coberta’, para as águas do mar. Como no Cassino tudo se realiza aos poucos – vejam o caso do calçamento da Av. Atlântica -, far-se-ia essa experiência primeiro na Rio de Janeiro, posteriormente nos demais esgotos.

Se em minha comunidade eu servir para resolver o problema dos outros, os meus estarão resolvidos.

Fotos: 1. A praia que ‘eu’ quero – verão 2010/11; 2. O esgoto que não quero; e 3. O esgoto saneado que quero ter. (Verão de 2011/12).

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