Crônicas doutrinárias

Comumente…

“O homem comum está rodeado de glórias na Terra, entretanto, considera-se num campo de vulgaridades, incapaz de valorizar as riquezas que o cercam.” (Emmanuel).

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Comumente…

… Observamos a fantástica fauna de nosso Planeta sem atentarmos aos seus detalhes. Animais selvagens, aves, animais domésticos… nos parecem bichos; tão somente bichos! Não nos damos conta do quanto o Criador os trabalhou nestes milênios. Quantos ensinamentos valiosos estes princípios inteligentes tem-nos oferecido. O Sagrado os tem aprimorado, do início da criação até o presente.

… Observamos a diversidade da flora e tudo nos parece comum; ainda não nos sensibilizamos nem com a flor minúscula, tão pouco com a sequóia-gigante ou o nosso Jatobá majestoso. Possuindo esses princípios vitais aproveitamentos peculiares, custa-nos observar as utilidades dos chás; a nobreza das sombras; suas influências nos climas; uma vegetação dominante (bioma); as florestas renováveis; o acolhimento às aves; o cílio às nascentes, riachos e rios.

… A pedra para nós é somente uma pedra! Não possui vida! Proclamamos isso, mas não nos damos de conta que suas estruturas ainda inertes servem de alicerces às grandes e belas formações; emolduram cenários paradisíacos, em perfeita harmonia com florestas e águas. Suas utilidades e diversidades não tem conta!

… Ao apreciarmos o hominal, a mesquinhez de tal análise os vê pequenos e grandes, gordos e magros, bonitos e feios… Porém, essa obra prima do Criador, que acolhe nossos Espíritos em alternância entre a Pátria Espiritual e as necessidades reencarnatórias, vem recebendo aperfeiçoamento ao longo dos milênios, para que, com a evolução da espécie seja cada vez o melhor vaso e parceiro de nosso Espírito imortal. Quantos séculos terá empregado a Paciência do Céu na estruturação complexa da máquina orgânica em que o Espírito encarnado se manifesta?

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Essa mesma Paciência do Céu ao longo dos tempos trabalhou a semente minúscula capaz de produzir cem por um. A bactéria microscópica, a larva e miríades de insetos já foram causa de catástrofes educadoras, como as co relacionadas às pragas do antigo Egito e o atual Aedes aegypti, de estreitas ligações. Os colossais animais por aqui já estiveram, extinguiram-se e nos deixaram lembranças e aprendizados. A Natureza rebelou-se, realizou e desfez formações. O homem, dominador absoluto de tudo isso, comumente não se extasia com tais espetáculos e deles não tira os devidos ensinamentos. Acha-os comuns!

Não [suponhamos] comum o que Deus purificou e engrandeceu!…

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 23 Ante o sublime, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Verão de 2016).

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