Crônicas doutrinárias

Inseticidas adequados

“Não ajunteis tesouros na Terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem e onde os ladrões minam e roubam.” (Mateus, 6; 19).

Traça (no Brasil) ou lepisma (em Portugal) é um inseto de hábitos noturnos que se alimenta de materiais ricos em proteína, açúcar e amido. Atacam tecidos e principalmente papel, tornando-se, dessa forma, uma praga odiada. (Wikipédia)

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Em mais esta analogia, o Mestre das comparações nos fala de traças, ferrugem e ladrões que roubam e molestam. Exorta-nos a não entesourarmos bens que não possamos conduzir à Vida Verdadeira. Em contrapartida, esclarecendo sempre, a Doutrina nos diz que os bens são somente ‘emprestados’ à nossa administração. Na observação de Chico/Emmanuel, nós devemos a Deus tudo o que temos, mas possuímos o que damos. Ou, indicam-nos os inseticidas adequados à contenção das ‘pragas’ do apego:

  • A caridade: Esta nos proporciona paz ainda na Terra e a acharmos graça diante do Senhor na Vida Futura. É a bandeira de São Vicente de Paulo e da Doutrina, “fora da caridade não há salvação.” Ademais, a caridade é o sistema contábil do Universo;
  • A plantação: Todas as sementes das migalhas de amor que houvermos plantado, por ocasião de nossa vitória sobre o túmulo, florescerão e frutificarão, intitulando-nos graciosos diante do Senhor;
  • A instrução: Nossos títulos não servem somente para ornar nosso orgulho e paredes, mas são sementeiras e viveiros multiplicando conhecimentos;
  • A beneficência: Levaremos como ‘bagagem’ a quantos a nossa escrita e oratória tenha beneficiado com a orientação dada; e
  • O serviço: O serviço é o que mais acrescentará bagagem na hora de nossa partida. Malas e malas de consciência tranqüila!

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O túmulo é uma espécie de alfândega onde a qualidade e procedência de nossos valores será examinada. Nele o fiscal – nossa consciência – avaliará se utilizamos os anti pragas acima relacionados, quais tesouros estamos transportando e qual a sua utilidade na verdadeira Vida.

(Sintonia: Cap. Nas sendas do mundo, pg. 121, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Inverno de 2014).

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