Crônicas doutrinárias

Jesus e Kardec eram ‘franciscanos’

Um documentário veiculado hoje pelo History Channel me causou indignação ante o aparato de segurança consignado ao sumo pontífice e a suposta riqueza do Estado do Vaticano a qual nunca é possível mensurar visto ser o banco do Vaticano um mistério.  A polícia suíça, responsável pelo estado é uma das mais bem aparelhadas do mundo e seus treinamentos, de tiro, por exemplo, causam inveja ao exército Americano. O Banco do Vaticano é um segredo guardado a sete chaves… Por quê?

Ante tamanho disparate, fico a me lembrar dos responsáveis pelas segunda terceira revelações:

Jesus, doce como um favo de mel, era um romeiro que possuía somente uma túnica, um par de sandálias e não tinha, muitas vezes, onde reclinar a cabeça. Certamente diariamente quando Jesus adentra ao Vaticano, deve se escandalizar como aconteceu no episódio dos vendilhões do templo. Não tenho dúvidas que lhe sobra hoje indignação e faltam chicotes para coibir tanta imoralidade.

Apesar de filho único, os pais não deixaram bens a Kardec; deixaram-lhe, entretanto, uma educação esmerada. Pouco se comenta sobre as dificuldades financeiras de nosso codificador. Sabe-se que sua esposa Amélie Gabrielle Boudet dispunha de alguns imóveis que lhe garantiriam recursos tanto para o sustento do casal como para as obras da codificação.

Em Jesus e o Espiritismo, pg. 157, identifiquei curioso diálogo entre Dr. Inácio Ferreira – espírito – e o psicógrafo Carlos Baccelli abordando o assunto em questão:

– “Sobre certo aspecto, a gente fica com pena do Codificador! Concorda?

– Meu filho, muitas vezes, quando Kardec estava dormindo, Amélie se levantava e, sem que ele percebesse, colocava-lhe dinheiro no bolso do paletó! No outro dia, ao perceber a generosidade da esposa, que tudo fazia para não constrangê-lo, ele se comovia às lágrimas…

– Sendo pobre, ele era constantemente acusado pelos opositores do Espiritismo de ter milhões…

– Na ‘Revue Spirite’ de 1862, se refere à calúnia de um padre V., que escreveu, dizendo que ele vivia uma vida principesca e que a sua mesa era extremamente farta. – ‘Que diria o padre – rebateu Kardec -, se visse minhas refeições mais faustosas, nas quais recebo os amigos? Achá-las-ia bem mais magras que a magra de certos dignitários da Igreja, que provavelmente as repeliriam para a mais austera Quaresma’”.

Coincidências ou não, lia o capítulo bem no horário em que o programa era apresentado. Possibilitou-me a ocasião, estabelecer este paralelo entre o Vaticano e a vida franciscana dos autores da segunda e terceira revelações.

Bom proveito!

 (Verão de 2011/12).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.