Crônicas doutrinárias

Luz/concessão

Imaginemos Deus nos cobrando contas da luz do sol que nos aquece, da água límpida e gratuita do regato, ou enviando-nos a fatura da água da chuva necessária!…

Se a mediunidade é a luz/concessão que possuímos em característica e intensidade diferentes, como nos tornarmos dela mercadores? Como mercadores, seríamos ‘enquadrados’ pelo Mestre das Gratuidades, com a exortação de sua parábola: “Até que pagues o último ceitil, serás aprisionado!…”

Assim como são importantes todos os luzeiros postos à disposição da sociedade, do farol mais moderno à vela bruxuleante, também a luz interna que todos possuímos, – a mediunidade – servirá de iluminação a outras mentes, qualquer que seja a sua intensidade. Como não contribuir, gratuitamente, para a iluminação de indivíduos outros? E daí se nossa luz é fraquinha, se irmãos nossos às vezes só precisam de nossas fracas tremeluzências?

Toda luz é providencial. Toda mediunidade é importante. A resplandecência de determinada luz é diretamente proporcional ao grau de escuridão que se nos apresenta: O simples fósforo aceso terá a sua utilidade relativa à intensidade da escuridão. Espíritos desencarnados e encarnados precisarão, muitas vezes, de somente uma migalha de nossa atenção… Não desejarão muito mais que isso!

* * *

Assim como na iluminação, o espetáculo é acessório, vale o proveito; também na mediunidade o fenômeno é suplemento; o que importa é o serviço!

Entre a lâmpada apagada e a força das trevas, não há diferença!

(Sintonia: Cap. Ante a mediunidade, pg. 228, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Outono de 2015).

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