Pensamentos do velhinho

“Mínimas” e curtas do velhinho – (6)

Perfeição da natureza – O Artesão que enfileirou os grãos de milho na espiga e os coloriu de amarelo ouro, certamente impressionaria a Niemayer e a Van Gogh.

Perfeição da natureza (2) – O mar diuturnamente irá murmurar ou rumorejar, independente de o perceber ou isso me satisfazer.

Perfeição da natureza (3) – As alamandas – flores de um amarelo intenso – não se importam com sua efemeridade; sabem que irão encantar os transeuntes por apenas algumas horas, mas que novos botões se preparam para substituir-lhes, amanhã, a mesma beleza.

Cura – É mais lógico eu dizer, Pai, se eu quiser podes me curar do que se quiseres podes me curar!

Males – Há males que vêm para melhor… Mas a maioria só piora, mesmo!

Mediunidade – A precariedade de minha mediunidade não chega a ser um desastre, pois me revela que mais importante é o Evangelho.

Necessitado – Quando desejarem ajudar a um necessitado, não se acanhem… Sou o maior deles!

O homem espírita – Se, por um lado, e segundo Eurípedes Barsanulfo, “o homem espírita admite-se vaidoso e personalista, melindroso e egoísta”, tem o amor para lhe cobrir essa multidão de pecados.

Olhos para ver – A partir de meu engajamento, olhos para ver será muito pouco… Eles precisarão ver, ouvir, sentir e, sobretudo, agir.

Orgulho – Meu orgulho me torna frágil e ainda não consegue administrar a vaidade de alguns companheiros de labuta.

Palavras e palavras – Sou responsável pelos bichos e pelas flores que libero através de minhas palavras… Afinal, aquerenciei-os, todos, um dia, dentro de minha alma.

(Verão de 2011/12).

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