Crônicas doutrinárias

Nem narcisismo, nem desleixo!

Amar a nós mesmos não será a vulgarização de uma nova teoria de auto adoração, [mas] a necessidade de oração e vigilância, que todos os homens são obrigados a observar.

Narciso, na mitologia grega era um bonito jovem, indiferente ao amor que ao ver sua imagem refletida na água, por ela se apaixonou. Originou-se daí o narcisismo, ou a idolatria à própria imagem. Considerado um comportamento inadequado, o narcisismo tornou-se um ‘prato cheio’ na psicanálise desde o ano de 1898. (Wikipédia).

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“Nem a deus, nem ao diabo!” Nem narcisismo, nem desleixo! É dessa forma que deveremos entender o amor a nós mesmos evangélico:

A egolatria sempre esteve presente em nossas vidas ‘desde que o mundo é mundo.’ Naturalmente ela faz parte de nosso homem velho, aquele que ainda teima em aquerenciar ao redor de si o orgulho e toda a sua corte. Dessa forma seremos ainda narcisistas.

Quando lutamos contra esse homem velho com o intuito principal de depormos o ‘monarca orgulho’, estaremos também lutando contra o desleixo moral.

Se nos entregamos à vida sensual, ou à ditadura de nossos cinco sentidos carnais, certamente nos tornaremos narcisistas.

Comprometermo-nos com o “vigiai e orai”, que significa depositarmos todas as nossas súplicas, agradecimentos e louvores na mão de nossa Divindade e enquadrarmos todos os nossos comportamentos no indexador chamado Boa Nova, será realmente amarmos a nós mesmos.

Quando nos tornamos indiferentes ao outro, tornando-nos um desserviço na sociedade, movidos pelo narciso que existe dentro de nós, podemos ter a certeza que o desleixo nos tomará conta.

Em contrapartida, o importar-se, a abnegação, o servir nos tornará fraternos e todas estas atitudes farão parte do “vigiai”, ou a parte mais prática do “vigiai e orai.”

É possível que narcisos tenham mais facilidade de desprezar a Lei; como é notório que os cuidadosos consigo mesmo, os zelotes do Cristo e de seus ensinos, já consigam interessar-se consigo próprios, pelo semelhante e pelo Planeta.

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Envolver-se no bem; importar-se e servir poderá ser a parte mais prática do “vigiai e orai!” Orar poderá nem ser tão difícil; vigiar ‘é que são elas!’

(Sintonia: questão 351 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

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