Crônicas doutrinárias

No entrevero!

“Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da humanidade. Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão a caridade.” Esta sentença, ditada pelo próprio Espírito de Verdade, há exatos 152 anos, reveste-se de sensatez: Não podemos imaginar fraternidade enquanto apartados da sociedade.

O termo frater, – irmão -por si só aponta-nos que para o exercício da virtude precisaremos estar enfrentando todos os congestionamentos que a irmandade nos apresente. Literalmente: No entrevero!

Poderemos até, em momento de introspecção, orar pelo irmão, pela comum unidade do bairro, cidade, estado, país, planeta… mas os resultados da fraternidade se concretizarão quando estivermos no corpo a corpo com todos aqueles que já amamos muito ou nem tanto; com os que comungam de nosso partido ou da oposição; com os simpatizantes de nossas cores ou contrários; com os visivelmente diferentes de nós e de opiniões opostas…

* * *

Toda virtude que não se reconheceu [nos fornos] da experiência figura-se metal julgado precioso, cujo valor não foi aferido. Tal ‘aferição’ não se realiza no isolamento, fora do entrevero das lutas!

(Sintonia: Cap. Diante da vida social, pg.189, Livro da Esperança, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Primavera de 2014).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.