Crônicas doutrinárias

O presente

Imaginemo-nos ganhando de presente uma linda camisa: Lá está ela, em nosso armário, entre outras surradinhas que possuímos. Se presente, não poderíamos rejeitá-la. Aos poucos, acostumamo-nos com ela, a vestimos, nos olhamos no espelho e nos vemos elegantes…

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A mediunidade é o presente que vem junto ao ‘pacote’ da nossa reencarnação. De características e intensidade ímpar entre os indivíduos, teremos que descobri-la e educá-la. E ela precisará ser luz para nós e para que as outras pessoas sejam iluminadas. Como a camisa que ganhamos de presente e precisaremos vestir e sentirmos sua utilidade.

Haverá aqueles momentos em que estando muito bem nos perguntaremos: Será que merecemos o dom com qual fomos contemplados? Sim! Tal qual a camisa, se a ganhamos é porque merecemos.

Também haverá aqueles momentos em que estaremos muito mal. Pessoas e nós próprios poremos em dúvidas nossas ações. Entretanto, responderemos aos outros e a nós mesmos ser possível que no passado éramos doentes insensatos (…) enquanto que hoje [já] conhecemos as nossas enfermidades, tratando-as com atenção e empenhando-nos em fugir delas.

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Achamos, um dia, que não merecíamos a camisa nova. Depois gostamos da idéia e passamos a usá-la. E com o uso ficou suja e precisamos lavá-la e passá-la. Zelamos por ela. Mediunidade também: Precisamos torná-la útil e conservá-la saudável, pois é o presente que recebemos de nossa Divindade.

(Sintonia: Cap. Estudo íntimo, pg. 209, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Verão de 2015).

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