Crônicas diversas Crônicas doutrinárias

Onde estiver o meu carnaval, aí estará o meu coração…

O período carnavalesco, esse que adentrará em breve é como aquele baú do tesouro do qual fala Jesus em Mateus 6, 21 “porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração”.

Neste período, abrirei então o meu baú carnavalesco e retirarei dele o que bem desejar: Poderão ser alegria, confraternização, reencontros agradáveis ou, numa segunda alternativa – e macabra -, dissimulação, falsidade, disfarces, engodo…

  • Na primeira hipótese, estarei direcionando minhas folias para um rumo sadio, ou seja, dentro de minha ética, para uma direção na qual não estarei machucando – ofendendo, afrontando, provocando – a mim mesmo e tão pouco aos outros. O mais gratificante, no meu caso, é que se trata de um período que reencontro pessoas muito queridas que muitas vezes só as vejo nesta época; dessa forma, meu folguedo será curtir essas pessoas.
  • O que não desejo é abrir o meu baú e daí retirar fantasias, adereços, acessórios e – o que há de mais perigoso nesse baú de carnaval – as minhas máscaras. Estaria, dessa forma, me travestindo com fantasias para não ser reconhecido em meus atos de afrontas. Dissimularia meu rosto com todas as máscaras possíveis a fim de machucar e provocar sem ser reconhecido. Engalanar-me-ia com os engodos de complementos e adereços para seduzir a quem? De mais a mais estes nada têm a ver com a simplicidade que vivo apregoando.

É! Meus amigos, onde estiver o meu carnaval, aí estará o meu coração… Digo-lhes, com sinceridade, que desejo para mim e para todos os que amo o carnaval da primeira hipótese!

Pensem nisso!

(Verão de 2011/12).

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