Crônicas doutrinárias Oração

Receituário (súplica)

Querido Médico e amigo, esmagado sob os pesados efeitos de minhas próprias causas, passo a relatar-te minhas dores, entendendo teres a capacidade de prescrever o receituário adequado aos meus males:

– O séquito do orgulho tem me dilacerado: egoísmo, vaidade, inveja, personalismo, comodismo… tomam conta de mim e confrangem minhas melhores intenções; qual a receita, Doutor?

– “Faze aos outros o que desejas que os outros te façam!”

– Cólera, ódio revolta me convulsionam corpo e alma; qual o medicamento adequado a tais quistos?

– “Humilha-te e serás exaltado” associado ao “ama os teus inimigos!”

– Sinto-me, querido Médico, incerto e ignorante quanto ao rumo a tomar. Até desejo realizar o aceitável, mas não sei se a ‘direção’ a tomar valerá à pena ou se suportarei o ônus; isto tem solução?

– “Se queres vir após mim, nega a ti mesmo, toma a tua cruz e segue-me!”

– Melindro-me ante calúnias e ofensas. Já ouvi dizer que além de competente Médico és excelente ‘matemático’… Qual a operação aritmética para meu caso?

– “Perdoa setenta vezes sete vezes” e “ora pelos que te perseguem e caluniam!”

* * *

Ao pé do receituário, como raros facultativos o fazem, havia uma inscrição em letras pequeninas e douradas que me dizia: “Não são os que gozam de saúde que precisam de médico.” – Dr. Jesus

(Sintonia: Cap. Ante o Divino Médico, pg. 206, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Verão de 2015).

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