Crônicas diversas Crônicas doutrinárias

Responsabilidade planetária

“… Da mesma forma que, numa cidade, toda a população não está nos hospitais ou nas prisões, toda a humanidade não está sobre a Terra; como se sai do hospital quando se está curado e da prisão quando se cumpre o tempo, o homem deixa a Terra por mundos mais felizes, quando está curado das suas enfermidades morais.”

Ao mesmo tempo em que belíssima esta alegoria comparativa me impõe responsabilidades, pois depreende que dependerá de mim, da minha cura e de que cumpra, entenda e assimile o motivo de minha prisão, para que, juntamente com meu Planeta eu seja ‘promovido’.

Saindo eu do hospital ou da prisão, desde que devidamente curado e recuperado, haverei cumprido todas as finalidades de haver estado hospitalizado e encarcerado.

* * *

Da mesma forma que minha “boca fala do que meu coração está cheio”, também meus olhos verão melhor ou pior este Planeta, com ou sem cor ou, se cegos, nem o verão:

  • Se meus olhos estiverem cheios de ciscos de todos os preconceitos, como poderão enxergar um Planeta com imagem cem por cento definida? Quantas distorções da imagem meus olhos não produzirão?!
  • Se meus olhos não estiverem equipados com o colorido da benevolência, indulgência, compaixão, simplicidade e da ingenuidade pura, só conseguirão ver todas as imagens do planeta em preto e branco. E o pior…
  • … Se meus olhos estiverem cegos por conta de minha inveja, orgulho, egoísmo e toda a sua ‘corte’, sequer meu olhos verão além de meu umbigo…
  • Há, portanto, maneira e ‘maneira’ de ver este meu belo Planeta Terra: Dependerá do modo de vê-lo para que eu sare e saindo do hospital e do cárcere tenha cumprido com toda a minha responsabilidade planetária.

    * * *

    Dir-me-ia Hammed: “Os olhos vêem conforme nossa atmosfera interior. É por isso que alguns afirmam: ‘este Planeta é uma prisão’; outros dizem, porém: ‘não, é um hospital’; mais além, outros asseguram: ‘é um belo jardim de paz’”.

    O que, para mim, é vento polinizador e renovador da atmosfera; chuva benfazeja emprenhando uma terra precisada; transporte de areias em minha praia, remodelando as suas formas… Para outros poderá ser, e tão somente, fenômenos que o incomodam…

    (Sintonia e expressões em itálico são do cap. Belo planeta Terra, pag. 153 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera de 2012). 

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